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terça-feira, 21 de outubro de 2014

Markerting - Sobre o Vinho Casillero del Diablo e Sua Lenda

O Poder do Storytelling No mundo

do Vinho

 Marketing sempre Marketing

 Artigo escrito por : Evelyn Cordeiro,

O vinho Casillero del Diablo da Viña Concha y Toro é muito apreciado em várias partes do mundo, inclusive no Brasil. Mas o que isso tem de aderente ao título desse texto? Tudo!

Em 1883, Don Melchior (fundador da Concha y Toro) trouxe cepas da região de Bordeaux na França, plantou em sua viña no Chile e produziu um vinho maravilhoso. Tão maravilhoso que ele reservou uma quantidade em sua bodega para consumo próprio em ocasiões especiais. Com o passar do tempo, a fama de seu vinho atraiu a atenção de muitas pessoas, inclusive de um ladrão, que roubava constantemente algumas garrafas de sua bodega.

Don Melchior estava preocupado e ficou pensando o que poderia fazer para impedir a ação desse larápio... Foi quando pensou em contar uma história.

Ele teve a ideia de criar um boato sobre um diabo que habitava sua bodega e que era seu guardião. O boato ganhou fama rápido e os assaltos acabaram. Assim nasceu, em 1891, a lenda do Casillero del Diablo.

Don Melchior não se preocupou em ter a figura de um diabo associada ao seu produto e usou o poder das histórias de forma fantástica. Um dos erros de muitas empresas quando se trata de estratégias que utilizam storytelling é justamente associar personagens super perfeitos as suas marcas.

A lógica de qualquer história é basicamente a utilização do arco do personagem. Ou seja, todo personagem, principalmente os heróis passam por uma transformação ao longo da trama e por isso possuem defeitos. Isso acontece com todos nós, nos transformamos continuamente. Não somos a mesma pessoa de cinco anos atrás e nem seremos o que somos hoje daqui a quinze anos. E por que nos transformamos? Porque algo acontece durante o nosso caminho na vida.

O arco do personagem pode ser divido como:

Crescimento: O personagem ultrapassa um desafio interior (medo, o passado, etc.) enquanto enfrenta uma ameaça externa e se transforma em uma pessoa melhor.
 
Transformação: A clássica jornada do herói, em que o protagonista percorre um determinado trajeto até sair valorizado no final da história.
 
Queda – Arco que segue o protagonista num processo em que este cai em insanidade, imoralidade e/ou morte.

É a mesma coisa com os personagens. Algo acontece ao longo da trama que fará o personagem se transformar. E é justamente isso que dá um brilho todo especial a qualquer história. É justamente por isso que nos identificamos com os personagens. Por conta disso, as empresas não deveriam desconsiderar a sutileza dos pontos fracos do herói que associará à sua marca. Até o ser humano mais bondoso tem defeitos.

No mundo atual, onde a guerra por atenção é quase sanguinária, o que nos atrai é aquilo que se assemelha conosco, seja consciente ou inconscientemente.

As histórias têm poder e quando as utilizamos no mundo corporativo, mais ainda. 

Principalmente quando são construídas de forma autêntica, com personagens com defeitos e fraquezas normais, mesmo que o cenário seja em uma floresta encantada ou em uma metrópole moderna. O cenário, a ambientação é muito importante, mas nada disso terá poder de fogo sem personagens factíveis.

E aí? Gostou? Utilize o storytelling em sua estratégia!



Opinião do Blog:

Eu vejo vários tipos de marketing... mas o que mais marcou as pessoas no mundo do vinho é essa história do Casillero del Diablo. 

Assistindo um filme do Zorro existia esse misticismo sobre vários tesouros protegidos em catacumbas... ou mesmo as histórias do Egito e seus Faraós. 

O Mundo Moderno de hoje não é tão fácil assim fazer esse tipo de Marketing, pq tudo mais evoluiu... e muitos mitos caíram por terra. Porém o desafio é identificar o produto de uma forma ímpar, e ninguém fez isso melhor do que Don Melchior no mundo dos Vinhos!

Recomendo! E faça um teste de tentar criar algo que identifique a sua marca. É um belo exercício de criatividade.



Lucas Bolívar
Sócio Proprietário - Armazém Deus do Vinho

www.deusdovinho.com


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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Conheça a UVA MERLOT



UVA MERLOT






A Merlot é uma das castas viníferas mais cultivadas no mundo e detêm enorme prestígio. Mas nem sempre foi assim. Durante muito tempo era conhecida apenas como "a outra tinta de Bordeaux"; a Cabernet Sauvignon reinava absoluta. Essa percepção mudou a partir de 1980 quando começaram a surgir os vinhos do Novo Mundo.


É uma casta de uva tinta, fruto da Vitis Vinifera. É uma das responsáveis pelas características dos vinhos tintos de Saint Émillion, na região de Bordeaux, na França, sendo utilizada para a elaboração de vinho tinto para ser consumido jovem.

Trata-se de uma uva misteriosa, os primeiros registros oficiais são muito recentes, apenas de 1784 em Bordeaux (Cotes de Libournais).

Na Itália (Vêneto) ela é mencionada apenas em 1855 com o nome de "Bordò". Segundo alguns estudiosos, seu nome "Merlot" ou "Merlau" provem de um pássaro chamado "Merle" que costumava se deliciar com seus doces cachos.

Pássaro Merlau

Originária da região de Bordeaux, a Merlot é descendente da Cabernet Franc e meia irmã da Carmenère e da Cabernet Sauvignon. Essa extrema semelhança com a Carmenère foi responsável pela confusão entorno dos vinhedos chilenos nos anos 1980.

É a uva mais cultivada em Bordeaux (56%) e a terceira na França (atrás da Carignan e da Grenache). Na margem direita de Bordeaux (St. Émilion e Pomerol) ela domina amplamente, enquanto na margem oposta, ela corresponde no máximo a 25%, com maior destaque na sub-região de St-Estephe.

Características


A Merlot é uma uva controversa que gerou, e ainda gera muita discussão. Isso porque não existe consenso sobre o cultivo, tempo de maturação e ponto ideal de colheita. Existem duas orientações distintas.

A primeira, encabeçada pelo enólogo Michael Rolland, diz que a uva deve ser colhida o mais tarde possível, concentrando os açucares e a maturação fenólica.

A segunda, comandada por Christian Moueix e Jean-Claude Berrouet (Petrus) alega que a colheita tardia prejudica a acidez, supervaloriza os aromas frutados deixando os vinhos pesados, carnudos em detrimento da elegância, frescor e longevidade.

Como se isso não bastasse, também não existe acordo quanto aos aromas e sabores típicos da Merlot. Toda essa questão gerou uma crise de identidade.



O vinho Merlot é encorpado, intensamente frutado, complexo, uma harmônica estrutura com perfeito equilíbrio. Apresenta uma cor vermelho-púrpura, seus aromas são densos e frutados, tendo uma boa evolução, deixando assim seu aroma com muita complexidade. O paladar é rico, macio, perfeitamente equilibrado, sedoso e de grande classe.


Podemos dizer que a Merlot é uma casta que apresenta cachos de tamanho médio com aproximadamente 120 bagos, de formato cilíndrico, alado, solto, com pedúnculo fino, longo e lenhoso na inserção. Sua cor é azul-negra-violácea menos intensa, resultando num vinho rubi-violáceo quando jovem, evoluindo para um rubi-atijolado.

Seus bagos possuem pele mais fina com menos pigmento, tanino e menor acidez. Em contrapartida, apresenta mais açucares, consequentemente, mais álcool. É também mais suave, carnuda e aromática.

É uma casta de maturação rápida.


Em Bordeaux, por exemplo, amadurece em média 02 semanas antes das Cabernets. Isso lhe garante fama de "colheita segura", escapando das perigosas chuvas durante o período de colheita. Ela se adapta bem a climas mais frios (em comparação com a Cabernet Sauvignon) com solos mais rochosos, áridos, argilosos e ferrosos.

Aromas

Os aromas primários mais encontrados são: frutas pretas (ameixa, jabuticaba e groselha negra), herbáceos (chá, orégano, alecrim, azeitonas e húmus), especiarias (canela, cravo e noz-moscada), outros (tabaco, cogumelos e couro). Quando o vinho estagia em madeira, surgem novos aromas: caramelo, baunilha, coco, bala toffe, chocolate, café, torrefação, tostado, cedro, esfumaçado, nozes e figo seco.

Na boca, a principal característica é a textura macia, sedosa e aveludada; com acidez e álcool equilibrados em corpo médio; e taninos redondos. Os aromas de boca mais presentes são os de frutas pretas, herbáceos e algum sumo de carne. O uso de madeira pode ser benéfico. Porém muitos produtores não utilizam carvalho novo para não perder ("matar") a elegância da uva.

Assim como a maioria das uvas tintas, a Merlot pode ser apresentada sozinha (varietal) ou em corte (assemblage). Em ambos os casos, ela dá origem a vinhos mais redondos, aveludados e estruturados. Normalmente, o tempo de guarda é bem vindo para essa uva, porém, seus vinhos podem ser degustados mais jovens. Quando em corte, ela é responsável por arredondar, harmonizar e dar mais elegância ao conjunto.


Cultivo


Apesar de ser originária da região de Bordeaux, a Merlot pode ser encontrada em praticamente todos os países produtores. Apenas as zonas mais quentes não são recomendadas. No Brasil temos excelentes Merlots.

Compatibilização


É um excelente vinho para se tomar sozinho, sem acompanhamento de comida, pois é um vinho redondo, sedoso e aveludado.

Mas, devido as suas extraordinárias características, também podemos compatibilizá-lo com inúmeros pratos. É praticamente impossível relacionar todas as associações

Curiosidades


Em 1991, o programa americano de televisão, "60 Minutes", levou ao ar uma reportagem comentando sobre o "Paradoxo Francês". Segundo a reportagem, o paradoxo era baseado no fato dos franceses cozinharem com enormes quantidades de gordura (banha e manteiga) e, ao mesmo tempo, terem baixos índices de ocorrência de doenças cardíacas. A explicação dada era o alto consumo de vinho tinto que é rico em "resveratrol", um agente químico que, entre outros benefícios, reduz o colesterol ruim. Imediatamente, o consumo de Merlot aumentou incrivelmente.


* Baseado na Matéria de André Monteiro para a Confraria dos Prazeres.



Fontes de Pesquisa: wikipedia, guiadovinho



Lucas Bolívar
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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Vinhos e Cafés uma Relação de Prazer

CAFÉ E VINHO

Quase ninguém começa o seu dia sem uma bela xícara de café... não importa se é um simples expresso.. ou aquele capuccino bem sofisticado... e o mais legal é que as pessoas estão começando a apreciar o vinho de uma forma diferenciada e mais constante!

Tem um ditado bacana que fala: Tome decisões com água e Celebre com vinho. Eu diria mais.. tome decisões com Café... e comemore com Vinho.

O texto abaixo é do blog gastronomia descomplicada...


Resolvi republicar aqui sem alterar nada porque achei bem interessante e muito do que penso está expresso aí.. espero que gostem e possam também opinar.

A relação entre vinho e café pode ter começado a milhares de anos. Mas os dois produtos traçaram caminhos diferentes no mundo, principalmente com relação às suas complexidades. Entretanto, os dois andam lado a lado quando falamos em aroma, sabor e cuidados durante o processo de produção.

O vinho criou uma cultura de apreciação importante e cativou amantes há décadas. O café, por sua vez, vem atualmente formando esse hábito e têm conseguido acompanhar o caminho do primeiro. Por fazerem parte de mercados de produtos diferenciados, ambos têm similaridades e podem ser comparados relativamente ao status de consumo. O mundo do vinho permite, com frequência, comparações entre safras de diferentes regiões produtoras, entre uvas de espécies distintas e tecnologias de vinificação. Cada tipo de vinho possui seu momento apropriado para degustação.

Com o café não é diferente. O preparo que será dado ao café e a última etapa pela qual passa o produto influenciam fortemente na qualidade final na xícara, além, é claro, do beneficiamento e da torra do grão.

As vinícolas têm receitas milenares de cultivo que, aliadas aos diferentes microclimas das regiões onde são cultivadas e ao cuidado de cada produtor com o solo e a vinha, conferem às bebidas notas altas. A junção desses fatores é denominada terroir e influencia no resultado final do vinho produzido. Assim como a uva cultivada e as variedades, que passam por diferentes processos de vinificação, o café tem algumas espécies comercializadas e variedades distintas.

No entanto, é possível estabelecer uma relação direta entre os processos pelos quais passam os dois produtos. O fruto do café, conhecido como cereja quando maduro, deve ser colhido na sua maturação plena, assim como a uva na videira. Outras etapas importantes do vinho e do café são a fermentação e a torra, respectivamente. Estas fases determinam a qualidade e o tipo de bebida ou grão que chega ao consumidor.
O processo de fermentação do vinho é complexo, com diversas nuances entre os tipos de bebidas a serem preparadas. No geral, é um fenômeno natural no qual o açúcar contido nas uvas se transforma em álcool sob a ação de leveduras. Simultaneamente ocorrem outras reações químicas que, ao final do processo, resultam no vinho que conhecemos. O tempo de fermentação, a forma como toda a vinificação é realizada e o armazenamento para envelhecer ou seguir para o engarrafamento determinam a qualidade, o aroma e o sabor do produto.


O mesmo acontece com o café no processo de torra, que ocorre respeitando as características do grão beneficiado, o tipo de preparo que ele irá receber e as possíveis diferenças de paladar e gosto do consumidor do produto. O mesmo grão torrado de maneiras diversas, nível do claro ao escuro, resulta em uma bebida completamente distinta que pode acentuar as qualidades ou mascarar defeitos dos grãos. Do lado positivo podem-se notar nuances cítricas, florais e doces ou negativas, como amargor e adstringência, por conta de um beneficiamento incorreto ao longo do processo ou de uma torra muita escura.

O sommelier, conhecedor da arte para harmonizar o vinho, indicará a melhor temperatura para cada tipo de bebida. Há também o cuidado com a taça escolhida, que deve ser preferencialmente lisa, incolor, com pé alto e diâmetro de boca menor que o do corpo, o que facilita a análise olfativa.

O café não chega pronto ao consumidor, esta a grande diferença entre ele e o vinho. Para prepará-lo corretamente é necessária a participação do barista, profissional que há poucos anos começou a ter sua importância reconhecida no mercado de cafés de qualidade. O barista carrega a responsabilidade de entregar ao apreciador um café bem tirado, que destaque todas as nuances que o grão apresentou durante o processo de produção.

A última etapa da cadeia cafeeira está nas mãos deste profissional, que irá realizar a moagem adequada do grão para o tipo de preparo. No filtro ela é fina, na french press e na cafeteira italiana deve ser grossa e para o expresso, média. A quantidade de pó para a proporção e temperatura ideais da água, a regulagem do acessório ou maquinário utilizado e o tempo de contato da água com o pó são pontos importantes para os quais o barista deve atentar, além da escolha da xícara de formato correto e sua temperatura.


Lucas Bolívar
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terça-feira, 27 de maio de 2014

Que tal Conhecer a região da Toscana de Carro?

Foi isso que a Adriana Setti fez e relatou em seu blog e vou reproduzir aqui.

valem as dicas para quem quer fazer um roteiro diferente e muito gostoso... de preferência à dois.. hhhmmm.... ;)

Toscana de carro: o roteiro perfeito partindo de Florença

Minha receita para o roteiro perfeito pela Toscana obedece a quatro regras de ouro:

1. Hospede-se em cidades pequenas ou no campo para entrar no clima bucólico da região.

2. Fuja das autopistas para curtir os vinhedos, campos de girassóis, ciprestes e povoados que aparecem pelo caminho.

3. Estabeleça bases estratégicas e faça viagens suaves de bate e volta (ao invés de fazer check-in e check out todo santo dia).

4. Vá com calma: se você tem pouco tempo, escolha um pedacinho para curtir com calma. Toscana combina com slow travel.

Eis a minha sugestão para a escolha das cidades que podem servir de base e o que há para conhecer ao redor de cada uma delas. Para fazer tudo o que sugiro abaixo, você vai precisar de pelo menos dez dias. Se você tem menos tempo, foque nos roteiros 2 e 3, o “filé” da Toscana.

O mapa do roteiro, para que você tenha uma ideia: para não se perder nas estradinhas secundárias, use um GPS
O mapa do roteiro, para que você tenha uma ideia: para não se perder nas estradinhas secundárias, use um GPS

Base 1: Lucca
Apesar de ser menos famosa, Lucca dá de mil na vizinha Pisa – e também é uma base mais confortável por ser menor e menos atribulada. Aos pés dos Alpes Apuanos (berço da minha famiglia, os Setti), ela tem um Centro Antigo cercado por uma muralha intacta, sobre a qual é possível caminhar e andar de bici. Seu maior cartão postal é a Piazza Anfiteatro, linda e exótica, cercada por casarões em tons pastel.

Bate e volta: No caminho de Florença a Lucca você pode parar para dar uma espiadinha em Montecatini, que é uma graça. Reserve uma tarde para conhecer Pisa, que está a 20 minutos de carro de Lucca.

San Gimignano vista de longe
San Gimignano vista de longe

Base 2: Volterra ou San Gimignano
Ciprestes, vinhedos, campos e fazendinhas enfeitam o magnífico caminho entre Lucca e Volterra, uma cidadezinha solitária no topo de uma colina (e com vistas magníficas dos arredores) que abriga o maior conjunto de herança etrusca do país, a começar por boa parte da muralha original, do século 12. Outra opção para ter como base nessa parte da Toscana é a linda San Gimignano, famosa por suas torres, pela Gelateria di Piazza (uma das melhores do país) e pelo seu jeitinho absolutamente charmoso e impecável.

Bate e volta: O percurso entre Volterra e San Gimignano é magnífico, sobretudo se você contornar a Reserva Natural de CastelVecchio. Reserve um dia inteiro para passar em Siena (40 min de San Gimignano ou 50 min de Volterra), famosa pela Piazza del Campo e por seu impressionante Duomo. Outro dia pode servir para percorrer um trechinho da estrada SS222 (entre Siena e Florença), também conhecida como Via Chiantigiana. Ela atravessa o coração de Chianti, a principal região produtora de vinhos do país, entre um mar de vinhedos cravejados com vilarejos fofos (como Panzano in Chianti ou Greve). Simplesmente imperdível.
Uma ruela típica de Volterra
Uma ruela típica de Volterra


Base 3: Montepulciano
Além de ser conhecida pelo Vino Nobile di Montepulciano, a cidade também é um espetáculo, com becos que desembocam em mirantes que se abrem para o Valdichiana.

Bate e volta: Montepulciano está posicionada entre dois hits toscanos: Cortona e Montalcino. Em direção a Montalcino, a estradinha SS146 tem tudo o que a Toscana tem de melhor em pouquíssimos quilômetros: vinhedos, abadias e povoados como Pienza. Reserve um dia para fazer esse passeio e outro para ir a Cortona, a cidade que virou celebridade com o livro Sob o Sol da Toscana.

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Lucas Bolívar
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segunda-feira, 19 de maio de 2014

Sobre os Vinhos da Região de PROVENCE - França



Sobre Provence – França




A região de Provence no sul da França se destaca pelas riquezas naturais, patrimônios históricos e boa gastronomia. Banhado pelo Mediterrâneo as cidades surpreendem turistas em razão das praias, região portuária com grande apelo histórico, campos de lavanda, produção dos melhores vinhos do mundo e um contato com a arquitetura medieval singular.


Destacam quatro cidades mais visitadas: Avignon, Aix-en-Provente, Marseille e Saint-Tropez.  E a cidade de Avignon é a porta de entrada da Provence. A região é a segunda mais visitada na França depois de Paris.


Avignon - A cidade dos Papas, tem a doçura das cidades de província e é famosa por seu conjunto arquitetônico: o Palácio dos Papas, Patrimônio Mundial da Humanidade tombado epa UNESCO. A Ponte Saint-Bénezet, as muralhas medievais e inúmeros museus são destaques nesta bela cidade.

Marseille - É a cidade mais antiga da França com 26 anos de história, famosa na história e banhada pelo Mediterrâneo. O antigo porto é um dos destaques, por ser o primeiro da França.

Aix-en-Provence - Famosa pelo charme e por abrigar casas no estilo renascentista, é a cidade natal do pintor Paul Cézanne, que inspirou grande parte de suas telas com famosas montanhas.

Saint-Tropez - A cidade que recebe muitas celebridades! Pintores como Signac, Matisse e Picasso se inspiraram com a beleza de Saint-Tropez. A cidade se destaca por belíssimas praias, arte, vilarejos peculiares e uma vida noturna de dar inveja em qualquer cidade francesa. Festas, baladas e shows agitam as noites de Saint-Tropez.




CAMPOS DE LAVANDA


Vários são os circuitos para você conhecer os campos de lavanda  da Provence.



O mais conhecido se encontra no Luberon, nas proximidades da cidade de Sault,  situada aos pés do Monte Ventoux. Se você circular pelas pequenas estradas em torno desta “capital da lavanda”, verá as paisagens dos cartões postais.



Outro roteiro cartão postal passa pelas plantações de lavanda da planície de Valensole, que se encontra entre as cidades de Manosque e Puimoisson. Esta opção se encontra no meio do caminho entre o Luberon e o maravilhoso Parque do Verdon. 


Os campos estão floridos entre final de junho e início de agosto. Com a mudança climática, as flores são colhidas cada vez mais cedo. Às vezes, no final de agosto, já não temos mais o espetáculo da ondulação da lavanda.



Os campos azuis e lilás de lavanda a perder de vista é uma experiência inesquecível para quem visita Provence. Eles florescem de junho a agosto e se destacam na paisagem dos Alpes-de-Haute-Provence até os Hautes-Alpes.




OS VINHOS DE PROVENCE



A alguns quilômetros da animação de Saint-Tropez cultivam-se vinhedos verdejantes.



Eles produzem os vinhos da Provence e seu famoso rosé. Subindo na direção de Vaucluse encontramos os vinhos Côtes du Rhône (tintos e brancos) e os Châteauneuf-du-Pape.



Vinhos que merecem ser descobertos visitando as “caves” e propriedades.



A Provença é a grande produtora de vinhos rosés da França. 




Dos cerca de 160 milhões de garrafas de vinhos produzidos na região, cerca de 75% são rosés. 20% são tintos e 5% são brancos. Está Região produz boa parte dos melhores vinhos do mundo.


Vinho da Provença é todo e qualquer vinho, tinto, rosé ou branco, produzido na região da Provença (Provence) França. 

A Provença-Alpes-Costa Azul (Provence-Alpes-Côte d'Azur, em francês), é uma das 26 regiões administrativas da França, situada na região sudoeste.


A Provença é a primeira região produtora de vinhos rosés AOC na França sendo responsável pela produção de metade das AOC rosés franceses ou ainda, perto de um quarto dos rosés franceses de todas as categorias juntas.


Os Terroirs se estendem por 27 300 hectares repartidos em 3 departamentos: Var, Bouches-du-Rhône e Alpes-Maritimes.


São vinhos leves, delicados e agradáveis de beber. Ótimos para harmonizar pratos leves como saladas verdes com pouco tempero, saladas de frutos do mar, carpaccio de peixe, carpaccio de carne, etc.


Esses vinhos são sempre símbolos de boas-vindas e alegria de reencontro entre amigos, tendo como única regra, a liberdade, o frescor e a fantasia.


Degustação improvisada, aperitivo ou refeições entre amigos, cozinha tradicional ou exótica, as cores dos vinhos de Provence se acordam aos humores.



Os seus segredos: um gosto seco e frutado, uma coloração límpida e ensolarada.


A Provença vinícola conta com mais de uma dúzia de cépages (variedade de uva), e diversas AOC, sendo as principais:



  • Coteaux d’Aix-en-Provence: Sobre as terras de Cézanne, este terroir de solos argilo – calcários, sol e mistral (vento frio regional), produz tintos de caráter, amplos, carnudos e de aroma potente…. Brancos aromáticos finos e elegantes… Quanto aos rosés, vivos, frutados, é com leveza e flexibilidade que se casam maravilhosamente à cozinha do verão ou apreciam-se ao aperitivo.

  • Coteaux Varois: Reflexo perfeito do interior da Provence, este vinhedo é protegido pelas montanhas que o cercam, aproveitando-se assim de um micro-clima de tipo continental, ele é alimentado por um terreno argilo-calcário. O vinhedo conta com uma grande variedade de uvas, sutilmente associadas, que dão nascimento a cuvées típicas.

  • Côtes de Provence: Extraindo sua força em solos pouco úmidos, estes vinhos enriquecem-se do mistral e da luminosidade tão típica da Provence. Os cincos terroirs que compõem este AOC dão tintos amplos, estruturados e generosos, brancos aromáticos de grande classe, e distinguem-se principalmente na arte do rosé. Autêntica tradição, a elaboração de rosé Côtes de Provence pede um “know how” específico e produzem vinhos secos, frutados e elegantes, cuja coloração luminosa não se assemelha a nenhuma outra.

  • Côtes de Provence Sainte-Victoire: Ao leste da cidade de Aix-en-Provence, este terroir produz tintos potentes e sedosos, rosés finos e elegantes e brancos vivos e aromáticos.



A cor dos vinhos Rosés de Provence


O Rosé é provavelmente o vinho mais delicado e difícil de conseguir. 

O segredo da sua cor, de seus aromas e de sua elegância reside na duração e na temperatura do contato entre a polpa e a casca das uvas tintas.
 
A arte do viticultor Provençal consiste em dominar esta delicada técnica que dura, às vezes, somente algumas horas.


O Centro de Pesquisa e Experimentação sobre o Vinho Rosé (Centre de Recherche et d’Expérimentation sur le Vin Rosé) concebeu este leque de nuances das principais cores dos vinhos provençais.

Todos os viticultores provençais beneficiam-se das pesquisas desse Centro único no mundo, baseado na Provence.




Um pouco mais de cada Região de Provence

Côte du Rhône


Trata-se da mais antiga região vitivinícola da França. O cultivo das vinhas e a elaboração de vinhos tiveram lugar efetivo e sistemático no local, após a conquista do vale pelos romanos, um século antes da era cristã. Mas, antes disso, os gregos já haviam desenvolvido ali uma incipiente cultura enológica.


No século XIII o vinho Hermitage, do Rhône norte, tornou-se famoso nas cortes européias. O desenvolvimento, organização e reconhecimento da vinicultura local, entretanto, datam do século XIV, quando o Papado, fugindo de Roma, estabeleceu-se em Avignon, onde permaneceu por décadas, construindo palácios imponentes, igrejas e castelos. Um deles, hoje em ruínas, dá nome à aldeia medieval de Châteauneuf-du-Pape – o novo castelo do papa – sede de uma centena de tintos famosos e muito procurados.


Também no Rhône nasceu o sistema de Denominação de Origem Controlada. Foram necessários 30 anos para que os viticultores do Rhône meridional se recuperassem da praga que devastara seus vinhedos por volta de 1870. Mas a recuperação foi tão veloz quanto à calamidade, e a produção no início do século XX tornou-se volumosa a ponto de surgirem fraudes e contrafações.


A reação deu-se com a formação de uma sociedade de vinhateiros que estabeleceu regras para o cultivo e para a vinificação no local. Somente com a obediência a tais regras seria autorizada a colocação da denominação da origem no rótulo. O movimento teve tanto sucesso que o sistema de ‘appellation d’origine’ passou a ser utilizado em toda a França a partir de 1936.


As denominações do Rhône, cerca de vinte, foram oficializadas entre 1936 e 1971. Seus vinhos de superior qualidade, principalmente tintos, podem ser encontrados no mercado brasileiro a preços relativamente atraentes.

 

Côte Rôtie


Considerados exemplares de colecionador, devido à pequena produção e à qualidade superior, os tintos da ensolarada Côte Rôtie – a ‘encosta assada’ – provém das uvas Syrah cultivadas em encostas graníticas escarpadas da margem direita do Rhône, em sua parte Norte. 

Sendo uva muito estruturada e condimentada, o regulamento local permite o corte da Syrah com a uva branca Viognier, para enternecê-la, e alguns vinicultores assim o fazem, inclusive porque possuem as duas cepas cultivadas no mesmo vinhedo.

Ainda que muito pequena, a região, reconhecida como «appellation d’origine controlée» em 1940, apresenta solos de cores diferentes em duas encostas:


• Côte Brune  – de terrenos escuros – origina vinhos austeros, robustos e encorpados;

• Côte Blonde – de terrenos mais claros – dá vinhos refinados, aveludados, de bom corpo apenas.


O Côte Rôtie é, muitas vezes, o corte de vinhos dessas duas encostas quando então o rótulo indicará ‘Cote-Rôtie Brune et Blonde’. Em qualquer caso, trata-se de tintos de bom corpo, condimentados, de aromas expressivos, que se ajustam a carnes vermelhas e guisados de caças em geral. No sudeste da França, a combinação clássica é com a carne de lebre (lièvre à la royale).

 

Tain l’Hermitage


A alta colina com vinhedos da cidade de Tain l’Hermitage, em uma curva do Rhône Norte, é famosa pela minúscula ermida (hermitage, em francês), um oratório medieval que, segundo a tradição, foi erguida pelo Cavaleiro Gaspar de Sterimberg, cruzado, eremita e primeiro produtor dos vinhos Hermitage.


Impera aqui, para os tintos, a uva Syrah. Cultivada na área xistosa (Bessards), ela origina tintos concentrados e taninosos. Na área sílico-calcário (Méal), vinhos ricos e aromáticos, refinados, mas com menos cor e estrutura. Observe-se que a região elabora também vinhos brancos da uva Marsanne, na área de solos argilo-calcários (Murets).


Passando longo período de maturação em madeira, entre um e três anos, os grandes Hermitage não estarão prontos antes de cinco anos, pelo menos, após a safra. Muito encorpados, em geral, são vinhos para acompanhar lingüiças condimentadas, carne bovina de primeira, rosbife, guisados de caça, cabrito (‘Gigue de Chevreil’) e queijos duros e gordurosos.

Châteauneuf-du-Pape


No coração da maior concentração de vinhedos do Rhône encontra-se a aldeia de Châteauneuf-du-Pape, localizada no entorno de uma colina encimada por um antigo palácio em ruínas. As videiras da região, muito espaçadas, são arbustos em um oceano de seixos e cascalhos, no qual não se percebe sinal de terra.


Predomina a casta Grenache, secundada pela Syrah e outras, originando tintos de corte escuros com graduação mínima de 12,5%, os primeiros a serem enquadrados, na França de 1936, no sistema de denominação de origem (Appelation Châteauneuf-du-Pape Controlée). Uma exceção é o Château Rayas, elaborado exclusivamente com Grenache.


Com uma centena de diferentes produtores e distribuidores em uma área pequena, o Châteauneuf apresenta-se de forma diferenciada e irregular, com uma dezena entre excelentes e excepcionais, uns trinta ótimos e cinqüenta menos expressivos.

Os superiores são tintos de muito corpo. Ajustam-se com propriedade aos pratos com pato, cordeiro e caças. Na França, ao cabrito, em especial o ‘Gigue de chevreil em sauce’. (por Euclides Penedo Borges)


No coração da maior concentração de vinhedos do Rhône encontra-se a aldeia de Châteauneuf-du-Pape, localizada no entorno de uma colina encimada por um antigo palácio em ruínas. As videiras da região, muito espaçadas, são arbustos em um oceano de seixos e cascalhos, no qual não se percebe sinal de terra.


Predominam a casta Grenache, Syrah e outras, originando tintos de corte escuros com graduação mínima de 12,5%, os primeiros a serem enquadrados, na França de 1936, no sistema de denominação de origem (‘Appelation Châteauneuf-du-Pape Controlée). Uma exceção é o Château Rayas, elaborado exclusivamente com Grenache.



GASTRONOMIA



Os amantes da gastronomia encontram na Provence-Alpes-Côte d’Azur uma cozinha saborosa e colorida. Fiéis à tradição ou modernizadas, os produtos regionais se descobrem nos mercados ou diretamente na casa dos produtores e dos donos de restaurantes.


O azeite de oliva reconhecido pelas suas qualidades gustativas e seus benefícios à saúde, é a companheira privilegiada dos pratos regionais.


Ouro branco e diamante preto, o arroz e a trufa fazem a simplicidade e a riqueza do terroir. Classificação de origem controlada em 1988, o arroz de Camargue fez sua entrada na corte dos grandes. Rara e cara, a trufa se adapta pouco pelo seu sabor extremo.


Graças ao "savoir-faire" dos agricultores regionais, denominações, marcas e selos se destacam. O touro classificado AOC desde 1995 é cozinhado no Pays d’Arles. O selo vermelho "Cordeiro de Sisteron" é atribuído aos cordeiros de padrão com uma alimentação tradicional.


O queijo de cabra de Banon, embrulhado com folhas de castanheiros, é também uma AOC, orgulho do Pays de Forcalquier, classificado como « local notável do gosto ». E o azeite de oliva da Provence é uma AOC desde março de 2007.



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Fontes de pesquisa






Lucas Bolívar
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