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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Sangiovese - Conheça a uva mais popular da Itália!



SANGIOVESE




A Sangiovese é uma uva tinta da família da Vitis Vinifera que também é referida pelas seguintes denominações: Sangiovese Grosso, Brunello, Uva brunella, Morellino, Prugnolo, Prugnolo Gentile, Sangioveto, Tignolo e Uva Canina.

É a Uva Mais popular da Itália e a mais plantada lá, sendo encontrada em mais de 50 províncias. Na toscana ela domina e é responsável pelos vinhos chamados de “Supertoscanos”.

Em geral se fala Sangiovese, mas na realidade este termo define um grande número de variedades (ou clones) nas quais se diferenciaram no curso dos séculos e nos diversos territórios.

Na Toscana ela se distingue em duas grandes famílias: a Sangiovese Piccolo usadas em grande parte da região e a Sangiovese Grosso, que compreende entre outras variedades a uva Brunello, usadas na produção do vinho homônimo e a Prignolo Gentile, usadas na produção do vinho Nobile di Montepulciano.

Apesar de poder ser encontrada em varietais, como o Brunello di Montalcino, é usualmente empregada em”Assemblage” com outras cepas.

Nos EUA


A Sangiovese experimentou grande popularidade nesses últimos anos também na Califórnia, graças ao sucesso internacional dos "Super Toscanos". Do  Napa Valley ela se difundiu pelas melhores regiões vinícolas californianas, desde Sonoma County a San Luis Obispo.

Suas Características

Os vinhos elaborados com está uva costuma ser de cor granada, ter pouca o média concetração de cor, sua paleta aromática vai do tradicional floral, que remete as violetas, passa pelo frutado de cerejas e das ameixas e finaliza com os típicos terroso, funghi seco e chá. Na boca, alta acidez, taninos rústicos e corpo médio, sendo considerado como um dos vinhos mais gastronômicos do planeta.



Tá esperando o que?

Bora degustar um belo Sangiovese... e nos conte como foi!


Lucas Bolívar
Sócio Proprietário - Armazém Deus do Vinho

www.deusdovinho.com


Tel: 11-2017-5317

E-mail: vinhos@deusdovinho.com

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segunda-feira, 7 de julho de 2014

10 dicas simples para conhecer um pouco mais sobre o mundo dos vinhos!



Não tenha medo de conhecer e conviver 

no mundo dos vinhos!


O mundo dos vinhos é fascinante e muito convidativo, mas, para quem é leigo ou desconhece boa parte do que envolve vinho, causa certa inquietude para se aventurar mais. Porém, é sempre bom dar o primeiro passo e conhecer um pouco mais e com isso ir se familiarizando um pouco mais com o mundo dos vinhos. Fazer a primeira degustação, experimentar combinações, novos rótulos e assim progredir.



Então para auxiliar nessa caminhada digamos... Prazerosa e também maravilhosa de conquista do mundo vinícola, reunimos 10 dicas simples que o tornará um digamos... Enófilo bem rápido.


  • Armazenar corretamente as garrafas de vinho:

Sempre devemos armazenar de forma correta para preservar tudo aquilo que cada uma tem de melhor, por isso, guarde as garrafas de vinho deitadas, para evitar que a rolha seque, e num ambiente com uma temperatura estável.( se Possível, tenha uma adega climatizada).


  • Vinho Estragado:

Se tiver dúvidas sobre a qualidade de um vinho que gostaria de servir (não sabe há quanto tempo tem a garrafa, a rolha está saída ou o vinho não chega até meio da gargantilha da garrafa…), prove-o primeiro: se o sabor se assemelhar a vinagre ou a nozes deite fora e abra outra garrafa.


  • Harmonização:

Palavra meio estranha né? Mas é a melhor combinação entre o prato (entrada, sobremesa, prato principal, petiscos e etc.) que quer se servir com um vinho, existem por aí várias dicas disso, no Google você vai encontrar até uma tabela, é bem legal. Mas o mais importante é ter em mente que vinhos Tintos são MENOS Calóricos que os Vinhos Brancos(engraçado não?). Então quando temos um alimento que ele tem alta caloria, recomenda-se o uso de vinhos Tintos, já nos pratos de baixas calorias usam-se os vinhos Brancos, porém há exceções (por exemplo um belo risoto que pode ser calórico mas pede um vinho branco e há quem goste de queijos com vinho tinto... mas ele vai muito bem com vinhos brancos).



  • Temperatura ideal:

O Jeito mais correto de se servir um vinho passa pela temperatura adequada.  Parece frescura mas não é! O Vinho tem vida, ele muda seu paladar à medida que está em contato com o ar e com a mudança de temperatura. Por isso muitas pessoas nem seguram a taça pelo bojo, e sim pela base, para evitar que ele “esquente” demais e perca suas características. Existem tabelas de temperatura que mostra qual deve ser a temperatura ideal de cada tipo vinho. 
Mais vai uma dica aqui; certifique-se que retira um vinho branco do frigorífico 10 minutos antes de servi-lo (para assegurar que esteja a uma temperatura entre 4ºC e 7ºC) e que coloca um vinho tinto no frigorífico durante 10 minutos antes de servi-lo (para assegurar que esteja a uma temperatura entre 12ºC e 14ºC). Lembrando que: Ninguém toma cerveja quente né? Tem sua temperatura ideal.


  • Uso do Decanter:

Abra a garrafa e coloque  o vinho num decantador ( sabe aquele vaso bonito que você ganhou todo de cristal e cheio de estilo? Esse... ahahahahah), deixando-o repousar entre 15 e 60 minutos,  este tempo vai permitir que o ar se misture com o vinho e, consequentemente, potencie os seus sabores. Se não tiver um decantador, abra a garrafa (e coloque em taças) e respeite na mesma o tempo de repouso recomendado.


  • Degustar um vinho:

Treine o seu olfato, desculpa os “cheiros” que o vinho exala, você perceberá  aromas incríveis e o mais legal, tentará encontrá-los ao beber... não é ser Snob nem maluco, apenas apreciando. 

E uma dica: Antes de provar um vinho (nunca encha o copo!), agite-o suavemente no copo e leve-o ao nariz para poder cheirar. Faça movimentos giratórios com a taça suavemente para que o vinho possa se movimentar e, com isso, liberar mais aromas. Enquanto o nosso paladar pode facilmente distinguir se um vinho é doce ou ácido, o nosso nariz tem uma maior capacidade para ajudar a decifrar as nuances de um vinho, para depois as poder saborear por inteiro.

Você sabia que 80% dos sabores que provamos chegam ao nosso cérebro graças aos aromas que o nosso nariz conseguir distinguir? Cheire o vinho oras!


  • Qual vinho Levar?:

A gente vai para um almoço ou um jantar e não sabemos qual vinho levar com medo de não agradar as demais pessoas... Então faça o trivial... Na dúvida, opte sempre por um Pinot Noir. Este é um vinho neutro que, não sendo nem muito pesado, nem muito suave, combina bem com uma enorme variedade de alimentos.


  • E para Cozinhar com Vinho?:

Simples regra: se não beberia o vinho, então não cozinhe com ele! Uma boa dica é cozinhar com o vinho que depois vai servir à refeição.


  • Manchar os Dentes:

É... Nem tudo é bacana e temos este “incômodo” de ficar com os Dentes manchados devido ao alto consumo de vinhos tintos com Taninos elevados.
Infelizmente, o vinho tinto mancha facilmente os dentes de muitas pessoas, mas isso não quer dizer que tenha de abdicar do mesmo! Opte antes por vinhos tintos mais leves, caso dos Pinot Noirs ou os Rosés, evitando os vinhos tintos que contêm uma elevada quantidade de taninos, caso dos Cabernet Sauvignons e dos Chiantis. Fora isso existe uma técnica muito boa com açúcar para tirar essas manchas... !


  • Sobrou vinho na garrafa?:

No final de um almoço ou jantar, pode acontecer de sobrar um pouco do vinho na garrafa, mas não precisa jogar fora você pode guardar ele, para isso tem o “vaccum” que tira o ar da garrafa preservando o vinho por mais uns dias, Pode-se ainda utilizá-lo em outros pratos. E tem várias dicas por aí do que se fazer com a sobra de vinho. A criatividade na cozinha é sua.


Espero que tenham gostado dessas dicas... Não são regras mas servem para uma orientação de que nada é muito mistificado e que beber vinho é algo muito legal e simples.

Aahh...  e os enochatos? Ignore...afinal todos tem suas manias... ahahahahah!!



Lucas Bolívar
Sócio Proprietário - Armazém Deus do Vinho

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Seria o Começo do Fim de Avaliações Robert Parker?

Pessoal,

Li um texto muito interessante no blog Eu, Gourmet sobre os rótulos que existem sobre os vinhos e suas pontuações... que fala de Robert Parker e suas pontuações para os vinhos ditando conceitos e padronizações e isso começa a morrer.

Quem aqui já não abriu uma garrafa de um vinho qualquer que comprou por merrecas e se surpreendeu?? positivamente é claro.

Mas aí caímos no tal "XX" pontos Parker...!! E os preços?... Caímos em outro dilema...  quanto mais caro, melhor é o vinho?

Será que essas pontuações não são digamos tendenciosas?? 

confira no texto abaixo que transcrevo para cá!
 


Robert Parker está morrendo!

Depois de décadas comandando o ritmo do que se bebe, o crítico e especialista americano aparenta cansaço em sua regência
      

O mais célebre e polêmico crítico de vinhos de todos os tempos, o advogado americano Robert Parker está morrendo! Sua bem estruturada e engenhosa classificação de vinhos degustados sempre às claras e muitos deles remetidos por amigos enólogos e produtores (algumas garrafas até com cartas de recomendações anexas) sugeriu por muitos e muitos anos – talvez encabeçada pela visibilidade americana após o Julgamento de Paris – um formato dito “ideal” para os vinhos do Novo Mundo, baseado unicamente na opinião pessoal mas muito valiosa do especialista Wine Advocate.

RP antes de tudo foi um visionário que identificou uma carência, um nicho de mercado pouco explorado, quase um pioneiro amparado por uma bela estratégia de marketing indireto, como este texto por exemplo, onde criou um padrão que refletia a sua avaliação frente aos tradicionais visual, aroma e palato, mas um padrão em cima de vinhos já produzidos e encaminhados ao seu crivo. E seu marketing funcionou tão bem que séquitos de consumidores entenderam que não precisariam mais “perder tempo” fazendo a sua própria análise organoléptica do que estavam bebendo, pois se RP God atestou, atestado estava! Aí um engodo, uma venda aos olhos dos consumidores, o que sempre gerou muita polêmica foi inúmeros produtores engatilharem rótulos baseados unicamente nesta pseudo-referência, como uma quase garantia de sucesso comercial, afinal, se RP atribuiu 90 pontos para mais, o mercado compraria. A dita “Parkerização” ao mesmo tempo que trouxe tal referencial, retirou do mercado a possibilidade de termos vinhos cada vez melhores, cada qual no seu estilo, cultura de produção, terroir e únicos em essência, praticamente retirando a soberania produtiva de inúmeros viticultores.           


De alguns anos para cá – talvez no máximo 10 – o consumo de vinhos no Brasil aumentou. Os números finais não tiveram tanto crescimento quanto a qualidade do vinho bebido. Com o espraiar de confrarias, de degustações, do marketing mais bem feito, o charme do vinho impregnou-se entre os consumidores. Para estes novos consumidores, as escalas de referência e as avaliações dadas por muitos institutos, com destaque para RP, influenciaram verdadeiramente seus hábitos de consumo. Conduziram seu paladar a uma padronização nociva ao verdadeiro espírito do vinho, de ser diferente e único a cada desarrolho, praticamente tirando do vinho a expressão “ser vivo e emocional”. Mas percebe-se um movimento muito intenso de manifestação contrária a este panzer, um despertar de que a individualidade daquilo que se bebe e a experimentação do diferente é que traz efetivamente um ganho de sabedoria palatar, entrega a possibilidade multioptativa, da observação, ou como queira-se, o benefício da escolha. Este andar em busca do orgânico, da sutileza da região produtiva, do trabalho incansável do enólogo e da cultura produtiva é que possibilita o universo de possibilidades no mundo do vinho. Se choveu muito antes da colheita da safra 2006 no McLaren Valley, na Serra Gaúcha ou em Nappa, foi inferior a de 2005, mas que possibilite a quem beber este vinho elaborado saber disto, ter a possibilidade de diferenciar a safra e o país e região e produtor que o confeccionou.

Viva a diversidade! Trevas a parkerização!       


Lucas Bolívar
Sócio Proprietário - Armazém Deus do Vinho

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terça-feira, 24 de junho de 2014

Uva TANNAT e os Vinhos Uruguaios



UVA TANNAT



 Tannat é uma uva tinta da família da Vitis Vinifera originária do sul da França. É usualmente utilizada em “assemblagecom Merlot ou Cabernet Sauvignon, para suavizar o vinho.


Uma uva tinta de forte carga tânica encravada na melhor região produtora de brancos do sudoeste Francês, Pau e Jurançon. Mas, nesta região, entre as tintas, reina absoluta a Tannat.



A queridinha do Uruguai



A uva Tannat, de origem francesa, tornou-se tão popular no Uruguai que o país já produz mais do que a própria França. Possui uma extensa área de vinhedos dessa casta. Foi trazida pelos bascos espanhóis e franceses.


O Uruguai tem apenas 3,2 milhões de habitantes e uma superfície de 177 mil km2. Está localizado entre os paralelos 30 e 35 sul, latitude considerada ideal para o plantio de vinhas, a mesma dos vinhedos argentinos, chilenos, sul-africanos e neozelandeses. Mas o que chama mais atenção em sua produção é o sucesso das vinhas de Tannat, provenientes do continente europeu, mais especificamente da região de Madiran, no sudoeste francês.


Foi por volta de 1870 que o imigrante francês Don Pascual Harriage plantou as primeiras parreiras de Tannat. Só 200 anos mais tarde, porém, a produção comercial ganhou impulso, fase em que os imigrantes bascos iniciaram o cultivo dessa uva.



O sucesso foi tanto que a Tannat tornou-se símbolo das vinícolas do país e hoje ocupa um terço de toda a área plantada do país. No total são cerca de 400 vinícolas no país, sendo que cerca de trinta delas têm expressão internacional. Muitas são as variedades cultivadas no 
Uruguai. As tintas representam 72% da área cultivada.


O Uruguai está na mesma latitude que as melhores regiões vitivinícolas da Argentina, Chile, África do Sul e Austrália e, hoje, também desperta um novo e, promissor “terroir” para vinhos brasileiros. Sendo cultivada no Brasil nas regiões da Serra Gaúcha e Campanha Gaúcha.

Tannat Uruguaia, também conhecida no país como Harriague, referência a Don Pascual, apresenta um estilo diverso do francês, devido às diferenças clonais e de terroir.


Com um clima marítimo temperado, o país é cercado por três grandes volumes de água: Oceano Atlântico, rio da Prata e rio Uruguai, o que torna as temperaturas noturnas suficientemente baixas para propiciar vinhos finos e com frescor.


No geral, o vinho de Tannat Uruguaio é menos agressivo e mais frutado que o Gaulês, mantendo as características de cor escura, com taninos marcados, teor alcoólico médio e afinidade com carvalho. Para moderar sua adstringência, ela costuma ser “cortada” no Uruguai com a Merlot ou com a Cabernet Sauvignon para dar maior estrutura ao líquido.


Bom para a Saúde


A Tannat, como seu próprio nome indica, é uma uva com grande quantidade de taninos, que são os elementos que, além de dar cor, dão ao vinho tinto sua característica de maior ou menor adstringência. A Uva Tannat é rica em antioxidantes naturais, que ajudam a prevenir doenças, entre elas alguns tipos de câncer.


Muita gente torce o nariz para a uva, pois tem na memória um vinho muito adstringente. Mas quando o vinho é bem trabalhado e a vinícola possui a qualidade de elaboração, o vinho torna-se elegante e se mostra uma boa alternativa para as carnes, como as parrillas, o corte uruguaio por excelência. 

Os Vinhos



A TANNAT dá origem a vinhos de muito caráter, bastante corpo e estrutura, muita tanino, com grande intensidade de cor, aromas deliciosos de frutas escuras e chocolate, com ótima concentração. Estes vinhos acompanham muito bem pratos de carnes vermelhas, com molhos fortes.


Os vinhos elaborados com esta casta, enquanto jovens são muito tânicos, ácidos e rústicos. Mas lembre-se que é uma uva com vocação para envelhecer com saúde. Assim como a Tannat sul-americana, os vinhos de Madiran podem e devem esperar algum tempo para aflorarem suas qualidades, passando de vinhos rústicos e duros para vinhos aromáticos, gordos, algo fumado, agradáveis de longo retrogosto.


Antes desprezada, até mesmo em seu berço, como uma casta possível para se produzir um bom varietal, a Tannat, produz por estes lados um vinho saboroso de cor vermelha escura, aromas de baunilha, coco (em razão das barricas que estagia), ameixa, geleia de framboesa e morango.


Na boca todo o seu esplendor, taninos agradáveis, volumoso e agradável. O tipo do vinho que quando se percebe lá se foi a garrafa. Além de ser um excelente “tira preconceito”.


Fontes de Pesquisa: Wikipédia, revista adega, menu especial



Lucas Bolívar
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