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domingo, 1 de junho de 2014

Os Países e Suas Uvas Principais



A Uva de Cada País.
 A Maioria das pessoas tem certa dificuldade de entender o porque de cada País ter uma “casta” (uva) para sua principal produção de vinhos. independentemente de outras uvas e outros tipos de vinhos.
Quando se compra um vinho, no Rótulo, tem lá o nome do vinho... Produtor... Se ele é reservado, reserva ou apenas um vinho varietal, ou ainda outras situações... 
Rótulo do Vinho
Mas existe ali a informação da uva utilizada para a elaboração, aliás, é o fator mais importante. Porque o vinho foi feito a partir daquela uva ou, até com a combinação de duas ou três uvas... Até quatro uvas quem sabe...
Porém, o Vinho assume sempre como uva principal a uva que, em sua elaboração, passa de 85% da utilização.
Existem milhares de uvas para a produção dos vinhos e dependendo do terroir, que significa, segundo o guia Larrousse "a relação mais íntima entre o solo e o micro-clima particular, que concebe o nascimento de um tipo de uva, que expressa livremente sua qualidade, tipicidade e identidade em um grande vinho, sem que ninguém consiga explicar o porquê."
Cada país tem um terroir específico e por isso certas uvas se desenvolvem melhor e produzem bons vinhos em um país e em outro o mesmo não acontece.
Por exemplo, a mais comum, a Uva Cabernet Sauvignon, ela é tão intensa no Chile e na Argentina que é do lado, não consegue a mesma a mesma intensidade, salvo safra específica ou mesmo uma produção limitada. 
Não que seja ruim o Cabernet Sauvignon Argentino, alías existem excelentes vinhos produzidos lá com base nesse tipo de uva. Só que no Chile ela é marcante.
 
Cada país tem uma uva ícone, vamos assim dizer, mas, por exemplo, não é porque a uva ícone do Chile é a Cabernet Sauvignon, que as outras uvas são descartadas, pelo contrário, no caso do Chile, a Merlot e a Carmenére (que, aliás, é a minha favorita) foi onde ela melhor se deu, mas os melhores vinhos chilenos são os Cabernets, entenderam???

Segue abaixo uma listinha simples com os principais países produtores e suas uvas:

 
NOVO MUNDO
  • Argentina: Malbec
  • Brasil: Merlot
  • Chile: Cabernet Sauvignon
  • Uruguai: Tannat
  • Nova Zelândia: Sauvignon Blanc (branca) e Shiraz
  • Australia - Shiraz
  • Africa do Sul – Pinotage ( Pinot + Hermitage)
  • EUA - Zinfanel é a mais típica, mas possui ótimos Cabernets Sauvignons, Chardonnays e Pinot Noirs

VELHO MUNDO

  • Portugal - são 2: Touriga nacional e Touriga franca
  • França - Regiões:
    • Rhone – Shiraz
    • Boudeaux - Cabernet Sauvingnon e Merlot(aliás a Merlot é de origem Francesa)
    • Borgonha - Pinot Noir e Chardonnay (branca)
  • Espanha: Tempranillo
  • Alemanha: Riesling
  • Itália: Regiões:


    • Piemonte: várias – Nebiolo(produz o Barolo), Barbera e Dolcetto
    • Toscana – Sangiovese

É isso...

Fique atendo ao comprar seu próximo vinho e observe no rótulo qual uva ele se refere.

Espero ter ajudado esclarecer um pouco sobre isso... e não deixe de experimentar outros tipos de vinhos produzidos com castas diferentes da principal daquele determinado País... 

Seja ousado... conheça mais... O mundo do vinho te possibilita isso, fugir do convencional... Afinal o paladar de cada um é que determina seu gosto por esse ou aquele vinho.

Ouse!

fonte de pesquisa: sil-vinhas


Lucas Bolívar
Sócio Proprietário - Armazém Deus do Vinho

ADV - Armazém Deus do Vinho 

www.deusdovinho.com


Tel: 11-2017-5317

E-mail: vinhos@deusdovinho.com

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terça-feira, 1 de abril de 2014

Sobre os Vinhos da Região de Piemonte - Itália


PIEMONTE e SEUS VINHOS




O Piemonte é uma região mundialmente conhecida pela produção de vinhos, localizada a noroeste da Itália e que faz fronteira ao sul com a Ligúria; ao norte com o Vale de Aosta e a Suíça; ao oeste com a França e ao leste com a Lombardia.


Seu nome de origem, Pedemontes, significa “terra que fica aos pés das montanhas” e de fato, os Alpes e os Appeninos Ligures o cercam, deixando livre só a parte oriental, início da fértil planície Padana, cortada pelo rio Pó e seus afluentes.
















O Piemonte (Pé do monte), no caso os Alpes, cuja capital é Turin é junto com a vizinha Lombardia as regiões mais ricas e desenvolvidas da Itália. Centro financeiro e industrial mantém, em áreas mais afastadas, joias e segredos que fazem parte da história do vinho.



Não apreciar um Barollo, um Barbaresco, um Asti ou Gavi é perder uma parte importante desta história. Só lembrando que: Barollo, Barbaresco, Langhe, Asti, Alba e Gavi,  são lugares, não uvas. Micro regiões onde as castas do Piemonte se dão extremamente bem. Algo como ocorre em Brunello na Toscana.



As principais uvas são Nebbiolo (a grande mestra da região), Barbera,  Dolcetto, Bonarda (tintas) e as brancas  Moscato, Arneis e Cortese.

O vinhedo de Nebbiolo representa o que o Piemonte tem de melhor em termos de uva.



O nome vem de Nebbia, neblina porque do nada a região é tomada por uma névoa.



Barolo é uma cidade tão pequena, que se parece mais como uma vila, mas se comparada à Barbaresco, ainda podemos considerá-la como grande. Vista no alto de uma colina, ela se resume, praticamente, a uma rua.



Estas duas vilas, se assim podemos chamar, batizam seus vinhos com o próprio nome, e que por sua qualidade e características únicas, encantam apreciadores da enologia de todo o mundo. Considerados ícones do Piemonte, e da enologia italiana.



Já havíamos falado do vinho Barolo em artigo anterior sobre o Rei dos Vinhos... Mas para reforçar, o Barolo é um vinho único, possui grande estrutura aromática, longa persistência, acidez pronunciada, tânico, bom corpo e grande poder de envelhecimento. É considerado por muitos conhecedores o rei dos vinhos.



O Barbaresco, por sua vez, é considerado o príncipe dos vinhos do Piemonte, pois se desenvolveu e disputa hoje, ao lado do Barolo, o posto de grande exemplar. É mais delicado e elegante, mas com bastante intensidade de aromas, tem acidez destacada e muito sabor.

Outros vinhos que ganham destaque no Piemonte



O Barbera ganhou destaque no mundo do vinho depois de seus produtores terem modificado o sistema de plantio. Diminuíram o rendimento das vinhas e utilizaram barricas de carvalho para conseguir controlar a acidez e ganhar um sabor frutado intenso, taninos leves e agradáveis.



Em relação às brancas temos



Moscato, sim a mesma que nós temos na serra gaúcha e utilizada nos espumantes moscatel. Aqui plantada nos arredores de Asti serve de base para o famoso espumante da região o Moscato D’Asti. Aliás, recomendo o Marco Bonfante sensacional. Também chamada de Muscat-Blanc é plantada em toda a Itália, mas no Piemonte serve de base para o conhecido Moscato d’Asti.



Cortese outra casta branca do Piemonte, plantada na região de Gavi, nordeste do Piemonte. Produz um vinho mineral, ácido e aromático, bem ao estilo que eu gosto.



Arneis é plantada nos arredores de Alba produz um vinho leve e aromático.



O Dolcetto é um vinho para se beber jovem, com aromas frutados, estrutura média, pouco tânico e com acidez equilibrada, que ainda deve melhorar com as inovações. Em relação aos brancos, devemos prestar atenção especial no Arneis de Roero, no Moscatto D’Asti e no Chardonnay do Langhe.





A culinária do Piemonte



Até a década de 1970 o Piemonte era uma terra sem tradição alguma no que se refere ao turismo. Essa situação mudou consideravelmente graças à gastronomia e à vitivinicultura que colocaram essa terra enevoada na rota dos gourmet de todo o mundo.



A culinária piemontesa se destaca pela criatividade e pela utilização de produtos sempre frescos e da época, e o seu diferencial está no modo de vida e no trabalho rural.



Os arredores de Alba, Barolo e Barbaresco protagonizam um roteiro de viagem que tem como elemento principal o prazer à mesa, somado por uma paisagem que mistura encostas cobertas de vinhedos com pequenas cidades medievais.

Devido ao clima e ao relevo, a restrição de opções de produtos foi o grande incentivador dessa culinária de grande prestígio. Nesse leque restrito de produtos, destacam-se: a trufa branca, o arroz arbóreo, a carne vermelha e as caças.



O Piemonte é base do movimento slow food (movimento eco-gastronômico que celebra o alimento de qualidade, a biodiversidade e o prazer de comer).

Além disso, possui restaurantes consagrados com estrelas Michelin.

Lugares para visitar no Piemonte

Em Barolo, o Museu do Vinho funciona em uma fortaleza medieval, um castelo antigo que, por si só, já é um belo atrativo. Em Barbaresco, a Enoteca Regionale está instalada em uma igreja antiga, onde mantém uma seleção ampla de rótulos regionais.



E que tal passear pelo lago Maggiore??? ;)




Fontes de pesquisa: Além do vinho, momento do vinho, piemonte.it, Wikipédia




Lucas Bolívar
Sócio Proprietário - Armazém Deus do Vinho

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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

VINHO BAROLO

O que vc sabe sobre Barolos?

Pesquisando sobre este vinho encontrei no site da Tintos&Tantos o melhor explicativo sobre.

Não vou transcrever e sim convido vcs a darem uma lida direto do próprio site.



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