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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Como Harmonizar Vinhos com Chocolates

Uma descoberta surpreendente quando acertamos no equilíbrio.



Por - Lucas Bolívar


É sim verdade que quando não entendemos como equilibrar as coisas, e isso vale para qualquer coisa na vida, o sabor se vai ou não é aproveitado como se deve.

Estive ontem no Mini Curso/Palestra ministrado pela Vinícola Casa Valduga e a Cacau Show na loja da Av. Faria Lima aqui em São Paulo.

É muito bom ler e ouvir sobre como se deu a trajetória de empresários que ajudam a construir este País... e ontem ao conhecer um pouco das duas casas vimos que a perseverança, amor ao que faz e a vontade de realizar leva ao sucesso. Uma lição para todos.

A explanação sobre chocolate dada pelo "Chocolatier" da Cacau Show - Rafael Alvarenga - foi algo de encher os olhos. Ainda mais para quem é chocólotra... as técnicas.. e a descoberta de novos sabores e combinações culminaram em excelentes produtos que fazem o paladar lembrar que existem coisas boas para momentos especiais sim.

e Nesta Linha veio, também, o excelente Sommelier da Casa Valduga - Daniel Mistico - e com simplicidade e bom humor coordenou todo grupo a saborear de outra forma vinhos e chocolates.

Mas vamos à eles...

Começamos com um Moscatel da Casa Valduga que é um dos melhores espumantes do mundo. Leve... mas altamente envolvente.

e a combinação se deu com chocolate branco. Sim branco. E isso acentuou muito os paladares... mas a melhor sensação foi ao tomar o segundo gole do espumante... o paladar era outro... E aí entendi que não devemos por chocolate e vinho juntos na boca(ao mesmo tempo), e sim, alternadamente. Esperando um pouco. Isso faz uma diferença enorme, acreditem.

Passamos para um vinho mais tradicional e encorpado, excelente Cabernet Sauvignon da Casa Valduga combinado com chocolate meio amargo e ali o Rafael explicou que o ideal é quando o Chocolate tem menos cacau... este chocolate tinha 55% de cacau... e um sabor dos Deuses. Depois entramos com outro chocolate mais amargo e com mais cacau.. 70%. Olha... ficou especial.

O Cabernet Sauvignon realçou os taninos.. e o teor alcoólico ficou amenizado.. passou a ter mais o cheiro do vinho e o gosto leve de carvalho e chocolate... nem preciso dizer que é para apreciar a dois.. !! ahahahahahah 

O Daniel explicou algumas técnicas simples de apreciação de vinho... e confesso desconhecia algumas, porque apliquei e vi que realmente fazem diferença! 

A primeira é segurar a taça, a segunda é observar a cor, porque antes de comer, comemos com os olhos não verdade? A terceira foi trabalhar o olfato, isso mesmo, girar o vinho e deixar ele abrir, oxigenar... respirar e assim sentirmos seu "perfume"! Quarta por na boca um pouco e deixar de um lado para outro, para o paladar acostumar com ele... e mais olfato.. e depois de uns segundos... tomar um segundo gole... e aí sim sentirá a diferença! Depois disso deixe o chocolate derreter na boca... Sentir todo o seu sabor realçado. Olha.. o prazer é ótimo!!!


Por último passamos para um vinho licoroso tinto doce... com 10 anos de envelhecimento, feito de uvas selecionadas... é para se beber como licor...
e aí entra com um chocolate mais ao leite... 28% de cacau  e, bom, o que dizer do vinho? Sabor... Aroma... Os Deuses realmente sabem o que é prazer... e o chocolate deixa isso mais prazeroso !!

Enfim.. 

a regra é simples

Espumante com chocolate branco;
Vinhos tintos em geral com chocolates meio amargo e com cacau a 55% e acima... ideal é 70% de cacau.
Vinhos licorosos(doces) o ideal é também um chocolate doce... com cacau a 28%.

Vá experimente, e nos conte o que achou. Mas é para apreciar hein!





Lucas Bolívar
Sócio Proprietário - Armazém Deus do Vinho

www.deusdovinho.com


Tel: 11-2017-5317

E-mail: vinhos@deusdovinho.com

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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Conheça a RAINHA DAS UVAS - Cabernet Sauvignon



A RAINHA DAS UVAS – CABERNET SAUVIGNON


Cabernet sauvignon é uma casta de uvas da espécie Vitis vinifera a partir da qual é fabricado vinho de alta qualidade. Originária da região de Bordeaux, no sudoeste da França, ela é a uva vinífera mais difundida no mundo, encontrando-se em todas as zonas temperadas e quentes. É conhecida como "a rainha das uvas tintas".

É resultado do cruzamento entre as uvas Cabernet Franc e Sauvignon Blanc.


 

História

Começou a aparecer com este nome no final do século XVIII. Alguns historiadores sugerem que ela seria a Biturica, cepa mencionada pelo romano Plínio o Velho (23-79), em seus trabalhos científicos. O nome foi inspirado na tribo Bituriges, fundadora de Bordeaux. Existem produtores italianos que engarrafam hoje seus CS chamando-os de Biturica e reivindicando a origem desta casta afrancesada. Há especulações também de que esta tinta seria a Petit Vidure ou Bidure, uma antiga uva de Bordeaux, originada do nome Vin Dure pela dureza de seu caule.


A variedade é bastante homogênea, com algumas diferenças na forma do bacelo e nas características típicas do vinho.

Caracteriza-se pelos taninos densos, cor profunda, complexos aromas de frutos tais como ameixa, cassis. Nos vinhedos mais quentes, revela traços de azeitona e amora silvestre, enquanto que, nos mais frios, aparecem traços de pimentão. É uma variedade bastante vigorosa e de frutificação médio-tardia, vegetação bastante erecta e entre nódulos médio-curtos.

Chamada de rainha das uvas, a Cabernet Sauvignon está em toda parte. Uva internacional, corruptora, amada e odiada, tornou- se um padrão mundial presente em praticamente todos os países produtores do planeta: da Inglaterra à Alemanha e Áustria; do Canadá à China e Japão; do Peru e Venezuela ao Zimbábue; do Brasil à Turquia, Marrocos, Grécia, Israel e Líbano; da Moldávia e Hungria à Romênia e Bulgária. Sem falar de França, EUA, Chile, Austrália, Itália, Portugal, Argentina, Espanha, Uruguai, África do Sul, Nova Zelândia.

Qualquer região ou produtor que esteja começando a colocar seus produtos no mercado escolhe essa casta para mostrar ao mundo do que é capaz. Podemos dizer que, hoje em dia, a Cabernet Sauvignon é a casta internacional para se avaliar vinhos, produtores ou regiões. Ela se infiltrou por todas as regiões.

Caracterísiticas Especiais


É A principal casta da principal região produtora de vinhos do mundo: Bordeaux. Todo esse sucesso se deve, em parte, pela capacidade que essa casta tem de manter suas características, aromas e sabores independentemente da região onde é cultivada. Isso mostrou ser um forte apelo aos novos consumidores que logo elegeram a Cabernet Sauvignon como padrão de vinho tinto.

A Cabernet Sauvignon é uma casta espetacular, fantástica. Fácil de cultivar, a videira se adapta muito bem aos mais diferentes solos e climas, a exceção dos extremos (quente e frio) que não são bem vindos a nenhuma casta. Apresenta bagos escuros e pequenos (preto e violeta profundo), com pele muito grossa e pouca poupa. Tem maturação tardia o que ajuda na concentração de aromas e é resistente à podridão pelo excesso de chuvas.

Podemos dizer que os aromas e sabores da Cabernet Sauvignon são marcantes, diretos e fáceis de reconhecer.

Aromas e Paladar

Frutas vermelhas (cereja, cassis, amora, morango), frutas pretas (groselha preta, ameixa, mirtilo), especiarias (pimentas em pó, cravo), amadeirados resinosos (cedro, lápis e caixa de charuto), amadeirados queimados (tostado, defumado, café, torrefação), herbáceos (menta, hortelã). Dependendo do estilo e da região, ainda podemos encontrar: alcaçuz, anis e pimentão.


Na Boca, podemos dizer que ela tem uma "pegada" mais masculina, forte. Os bons vinhos apresentam acidez levemente destacada com o álcool bem integrado, taninos potentes que ainda podem estar jovens, mas são sempre elegantes. A textura é envolvente e potente, com corpo médio para maior.

Os aromas de boca dependem muito da idade do vinho, mas podemos encontrar: frutas vermelhas, especiarias, sumo de carne, couro, caramelo e baunilha. Quando o vinho ainda é jovem, a acidez e os taninos estão destacados, com o tempo, o vinho se mostra mais redondo, ganhando em complexidade.

Apresentação

Assim como a maioria das uvas tintas, a Cabernet Sauvignon pode ser apresentada sozinha (varietal) ou em cortes (assemblages). Em ambos os casos, ela dá origem a vinhos estruturados, concentrados e tânicos.

Assim como a maioria das uvas tintas, a Cabernet Sauvignon pode ser apresentada sozinha (varietal) ou em cortes (assemblages). Em ambos os casos, ela dá origem a vinhos estruturados, concentrados e tânicos. Os cortes mais frequentes são com a Merlot ou Cabernet Franc (Bordeaux), com a Sangiovese (Toscana), com a Tempranillo( Espanha), com a Shiraz (Austrália) e, novamente com a Merlot (Estados Unidos e Chile). Nos cortes, ele é responsável pela longevidade, estrutura e complexidade. Outra característica interessante dessa casta é que o uso de madeira (estagiar em barricas de carvalho) favorece a complexidade aromática.


Qualidades

  • Boa capacidade de envelhecer e ganhar complexidade.
  • É amiga do viticultor, já que, além de resistir a muitas pragas, tem bom rendimento. Em geral, pode render uma boa quantidade de uvas por hectare sem grande perda de qualidade.
  • É uma capa casadoira, dando-se bem em cortes com outras uvas.
  • Em geral, proporciona vinhos de força e longevidade.
  • Adapta-se bem ao amadurecimento em barricas de carvalho.
  • Serve para modernizar o estilo de muitos vinhos de castas autoctonas, as vezes rústicos, e de sabor exótico, que se beneficiam quando misturados a CS, ganhando um toque internacional à mistura, além de proporcionar potência ao produto final.
  • Tem caráter marcante. É fácil de ser reconhecida em cortes, seus aromas e sabores se destacam, mesmo quando está em proporção pequena.
  • Mantém este caráter marcante, com muitas afinidades, onde quer que vá, em vários países e regiões.
Ao mesmo tempo em que é marcante, é também versátil - gera desde tintos de grande cor e corpo, passando tintos leves, rosados, espumantes a até brancos. Sim, é possível. Existe, inclusive, blanc de noirs feito com Cabernet Sauvignon de origem israelense.

Tempo de Guarda

O tempo de guarda está diretamente relacionado ao estilo do produtor ou região, em linhas gerais: de 05 a 10 anos (vinhos mais simples), de 10 a 15 anos (australianos), de 10 a 20 (californianos) e mais de 30 anos (tops de Bordeaux). Existem vários exemplares da primeira linha de Bordeaux com mais de 40 anos que ainda estão em plena forma

Harmonização

Devido a sua deliciosa estrutura e base aromática a Cabernet Sauvignon é a casta tinta perfeita para harmonizar com comida. Praticamente todas as culturas culinárias possuem pratos que combinam perfeitamente com ela.



Cabernet Sauvignon no Brasil

Os registros são imprecisos, mas acredita-se que as primeiras mudas de Cabernet Sauvignon chegaram ao Brasil por volta de 1900. No entanto, seu plantio de forma regular não aconteceu até o começo de 1970, com a entrada de multinacionais ao País.

Hoje, é a principal uva tinta vinífera do Brasil, ao lado da Merlot. Está em todas as regiões vinícolas brasileiras e tem diferentes características devido à sua adaptação aos terroirs e ao nosso regime de chuvas, que às vezes prejudica sua maturação lenta.

Na Serra Gaúcha, os varietais de Cabernet tendem a ter um estilo mais europeu, com menor grau alcoólico, delicada estrutura e mais cor. Já na Campanha Gaúcha, os vinhos que são mais trabalhados podem ter características particulares, com coloração mais suave e mais alcoólicos, ao estilo do Novo Mundo.

Em Santa Catarina, estão os Cabernets Sauvignons com maior potencial de envelhecimento, acidez mais alta e taninos mais firmes. 

O desafio é conseguir a maturação completa dos cachos, para conter os aromas desagradáveis da piracina.

No Paraná, os vinhos tendem a ter estrutura média, cores mais firmes e em geral pedem o envelhecimento em carvalho. Por fim, no Nordeste, onde o calor é excessivo, ela normalmente precisa de um corte com outra uva para ganhar mais cor. Esta cepa tem grande potencial e forte apelo comercial no País.
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ADV.: dizem que se não quer errar na escolha de vinho vá pelos lados do Pinot Noir... Mas sinceramente... Se você escolher Cabernet Sauvignon também não irá errar...
Conte-nos sua experiência com os cabernets... Se ainda não experimentou... É uma boa hora para começar... ;)

Fontes de pesquisa:




Lucas Bolívar
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domingo, 1 de junho de 2014

Os Países e Suas Uvas Principais



A Uva de Cada País.
 A Maioria das pessoas tem certa dificuldade de entender o porque de cada País ter uma “casta” (uva) para sua principal produção de vinhos. independentemente de outras uvas e outros tipos de vinhos.
Quando se compra um vinho, no Rótulo, tem lá o nome do vinho... Produtor... Se ele é reservado, reserva ou apenas um vinho varietal, ou ainda outras situações... 
Rótulo do Vinho
Mas existe ali a informação da uva utilizada para a elaboração, aliás, é o fator mais importante. Porque o vinho foi feito a partir daquela uva ou, até com a combinação de duas ou três uvas... Até quatro uvas quem sabe...
Porém, o Vinho assume sempre como uva principal a uva que, em sua elaboração, passa de 85% da utilização.
Existem milhares de uvas para a produção dos vinhos e dependendo do terroir, que significa, segundo o guia Larrousse "a relação mais íntima entre o solo e o micro-clima particular, que concebe o nascimento de um tipo de uva, que expressa livremente sua qualidade, tipicidade e identidade em um grande vinho, sem que ninguém consiga explicar o porquê."
Cada país tem um terroir específico e por isso certas uvas se desenvolvem melhor e produzem bons vinhos em um país e em outro o mesmo não acontece.
Por exemplo, a mais comum, a Uva Cabernet Sauvignon, ela é tão intensa no Chile e na Argentina que é do lado, não consegue a mesma a mesma intensidade, salvo safra específica ou mesmo uma produção limitada. 
Não que seja ruim o Cabernet Sauvignon Argentino, alías existem excelentes vinhos produzidos lá com base nesse tipo de uva. Só que no Chile ela é marcante.
 
Cada país tem uma uva ícone, vamos assim dizer, mas, por exemplo, não é porque a uva ícone do Chile é a Cabernet Sauvignon, que as outras uvas são descartadas, pelo contrário, no caso do Chile, a Merlot e a Carmenére (que, aliás, é a minha favorita) foi onde ela melhor se deu, mas os melhores vinhos chilenos são os Cabernets, entenderam???

Segue abaixo uma listinha simples com os principais países produtores e suas uvas:

 
NOVO MUNDO
  • Argentina: Malbec
  • Brasil: Merlot
  • Chile: Cabernet Sauvignon
  • Uruguai: Tannat
  • Nova Zelândia: Sauvignon Blanc (branca) e Shiraz
  • Australia - Shiraz
  • Africa do Sul – Pinotage ( Pinot + Hermitage)
  • EUA - Zinfanel é a mais típica, mas possui ótimos Cabernets Sauvignons, Chardonnays e Pinot Noirs

VELHO MUNDO

  • Portugal - são 2: Touriga nacional e Touriga franca
  • França - Regiões:
    • Rhone – Shiraz
    • Boudeaux - Cabernet Sauvingnon e Merlot(aliás a Merlot é de origem Francesa)
    • Borgonha - Pinot Noir e Chardonnay (branca)
  • Espanha: Tempranillo
  • Alemanha: Riesling
  • Itália: Regiões:


    • Piemonte: várias – Nebiolo(produz o Barolo), Barbera e Dolcetto
    • Toscana – Sangiovese

É isso...

Fique atendo ao comprar seu próximo vinho e observe no rótulo qual uva ele se refere.

Espero ter ajudado esclarecer um pouco sobre isso... e não deixe de experimentar outros tipos de vinhos produzidos com castas diferentes da principal daquele determinado País... 

Seja ousado... conheça mais... O mundo do vinho te possibilita isso, fugir do convencional... Afinal o paladar de cada um é que determina seu gosto por esse ou aquele vinho.

Ouse!

fonte de pesquisa: sil-vinhas


Lucas Bolívar
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