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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Conheça Mais Sobre a Uva MERLOT

O vinho produzido a partir da uva Merlot está entre

os mais consumidos do mundo.



A Merlot é uma das castas viníferas mais cultivadas no mundo e detêm enorme prestígio. Mas nem sempre foi assim. Durante muito tempo era conhecida apenas como "a outra tinta de Bordeaux"; a Cabernet Sauvignon reinava absoluta. Essa percepção mudou a partir de 1980 quando começaram a surgir os vinhos do Novo Mundo.

Originária da região de Bordeaux, a Merlot é descendente da Cabernet Franc e meia irmã da Carmenère e da Cabernet Sauvignon. Essa extrema semelhança com a Carmenère foi responsável pela confusão entorno dos vinhedos chilenos nos anos 1980. A Merlot é uma uva misteriosa, os primeiros registros oficiais são muito recentes, apenas de 1784 em Bordeaux (Cotes de Libournais). Na Itália (Vêneto) ela é mencionada apenas em 1855 com o nome de "Bordò". Segundo alguns estudiosos, seu nome "Merlot" ou "Merlau" provem de uma pássaro chamado "Merle" que costumava se deliciar com seus doces cachos.

A Merlot é a uva mais cultivada em Bordeaux (56%) e a terceira na França (atrás da Carignan e da Grenache). Na margem direita de Bordeaux (St. Émilion e Pomerol) ela domina amplamente, enquanto na margem oposta, ela corresponde no máximo a 25%, com maior destaque na sub-região de St-Estephe.


Características

A Merlot é uma uva controversa que gerou, e ainda gera muita discussão. Isso porque não existe consenso sobre o cultivo, tempo de maturação e ponto ideal de colheita. Existem duas orientações distintas. A primeira, encabeçada pelo enólogo Michael Rolland, diz que a uva deve ser colhida o mais tarde possível, concentrando os açucares e a maturação fenólica. A segunda, comandada por Christian Moueix e Jean-Claude Berrouet (Petrus) alega que a colheita tardia prejudica a acidez, supervaloriza os aromas frutados deixando os vinhos pesados, carnudos em detrimento da elegância, frescor e longevidade.

Como se isso não bastasse, também não existe acordo quanto aos aromas e sabores típicos da Merlot. Toda essa questão gerou uma crise de identidade. Afinal de contas, o que deveríamos (e não o que gostaríamos) esperar de um vinho com a casta Merlot?

Em linhas gerais, podemos dizer que a Merlot é uma casta que apresenta cachos de tamanho médio com aproximadamente 120 bagos, de formato cilíndrico, alado, solto, com pedúnculo fino, longo e lenhoso na inserção. Sua cor é azul-negra-violácea menos intensa, resultando num vinho rubi-violáceo quando jovem, evoluindo para um rubi-atijolado. Seus bagos possuem pele mais fina com menos pigmento, tanino e menor acidez. Em contrapartida, apresenta mais açucares, consequentemente, mais álcool. É também mais suave, carnuda e aromática.

É uma casta de maturação rápida. Em Bordeaux, por exemplo, amadurece em média 02 semanas antes das Cabernets. Isso lhe garante fama de "colheita segura", escapando das perigosas chuvas durante o período de colheita. Ela se adapta bem a climas mais frios (em comparação com a Cabernet Sauvignon) com solos mais rochosos, áridos, argilosos e ferrosos.

Os aromas primários mais encontrados são: frutas pretas (ameixa, jabuticaba e groselha negra), herbáceos (chá, orégano, alecrim, azeitonas e húmus), especiarias (canela, cravo e noz-moscada), outros (tabaco, cogumelos e couro). Quando o vinho estagia em madeira, surgem novos aromas: caramelo, baunilha, coco, bala toffe, chocolate, café, torrefação, tostado, cedro, esfumaçado, nozes e figo seco.

Na boca, a principal característica é a textura macia, sedosa e aveludada; com acidez e álcool equilibrados em corpo médio; e taninos redondos. Os aromas de boca mais presentes são os de frutas pretas, herbáceos e algum sumo de carne. O uso de madeira pode ser benéfico. Porém muitos produtores não utilizam carvalho novo para não perder ("matar") a elegância da uva.

Seus Aromas:

  • Frutas Pretas,
  • Chocolate,
  • Figo Seco,
  • Tabaco,
  • Chá,
  • Canela


Assim como a maioria das uvas tintas, a Merlot pode ser apresentada sozinha (varietal) ou em corte (assemblage). Em ambos os casos, ela dá origem a vinhos mais redondos, aveludados e estruturados. Normalmente, o tempo de guarda é bem vindo para essa uva, porém, seus vinhos podem ser degustados mais jovens. Quando em corte, ela é responsável por arredondar, harmonizar e dar mais elegância ao conjunto.

 

Principais Regiões


Apesar de ser originária da região de Bordeaux, a Merlot pode ser encontrada em praticamente todos os países produtores. Apenas as zonas mais quentes não são recomendadas. Dessa forma, as principais regiões são:

França, Bordeaux (margem direita) – Destacadamente as sub-regiões de St-Émilion (60%) e Pomerol (80%). Produz os vinhos mais emblemáticos, históricos, é a melhor expressão;

França, Bordeaux (margem esquerda) – Destacadamente a sub-região de St-Estephe. Produz vinhos elegantes em típico corte bordalês (Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e menores proporções de Petit Verdot, Malbec e Carmenère). Devido ao assemblage, os vinhos demoram mais para ficarem prontos e são mais longevos;

França, Bordeaux (outras regiões) – Produzem vinhos menos complexos, mas com grande qualidade. Excelente para se degustar sem ter que gastar fortunas;

França, Languedoc – Produz vinhos menos complexos e prontos para beber. Podemos dizer que são Merlots para o dia a dia;

Itália, Nordeste – Vinhos elegantes, diferentes e prontos. Mas a qualidade varia muito, assim sendo, é necessário prestar atenção ao produtor. A melhor região é o Friuli, onde os vinhos são varietais;

Itália, Toscana – Vinhos de grife, produz alguns dos Supertoscanos. Normalmente entra em corte com a Sangiovese e com a Cabernet Sauvignon. A sub-região de Maremma se destaca;

Portugal, Setúbal – Vinhos deliciosos, redondos e poderosos, que podem ser degustados jovens ou guardados por alguns anos. Normalmente se apresentam varietal e com forte presença de madeira;

EUA, Califórnia – Vinhos estruturados, encorpados e longevos. Extremamente frutados e marcados pelas especiarias (varietais ou em corte). Alguns são fortes concorrentes dos melhores exemplares de Bordeaux. As melhores sub-regiões são: Napa Valley, Oakville, Stags Leap, Carneros, Mendocino, Dry Creek e Sonoma Valley;

Chile, Vale Central – Durante muito tempo se confundiu Merlot com a quase desaparecida Carmenère. Nessa época usava-se o termo "Merlot Chileno". Hoje, após a distinção, sabemos que o Chile produz bons Merlots com um toque mais herbáceo e com madeira marcada. Vinhos encorpados e interessantes (varietais ou em corte);

 Africa do Sul – Antes de 1980 não existia Merlot. O rápido crescimento foi impulsionado pelos excelentes resultados. Vinhos elegantes, potentes, alcoólicos e muito aromáticos. Pode ser varietal ou corte e já estão prontos para beber;

Austrália – Representa apenas 3% da produção de vinhos. Porém, produz vinhos diferentes, com pouca fruta e aromas mais terrosos (varietais ou em corte).

Brasil Merlot no Brasil - Em solo brasileiro, a casta tem suma importância e produz tintos de diversas categorias. Em uma análise aprofundada, a Merlot disputa com a Ca­bernet Sauvignon, a posição de casta tinta mais importante do Brasil. Os melhores Merlot de nos­so país são provenientes do Rio Grande do Sul.

Compatibilização

O Merlot é um excelente vinho para se tomar sozinho, sem acompanhamento de comida, pois é um vinho redondo, sedoso e aveludado.
Mas, devido as suas extraordinárias características, também podemos compatibilizá-lo com inúmeros pratos. É praticamente impossível relacionar todas as associações.
As principais são:


  • Terrines de especiarias ou ervas e patês;
  • Carnes semi-doces como: Pato, Ganso, Coelho;
  • Cozinha Tailandesa com pratos picantes e condimentados;
  • Cozinha Árabe: Arroz com lentilha, Kibe, Michui, Kafta, Shawarma, Mezzes, Sihil Mahsi (abobrinha recheada com carne), dentre outros;
  • Cozinha Caseira ou Regional: Carnes de panela com vinho tinto (cassaroles), Guisados, Panquecas e Gratinados;
  • Risotos: Funghi, Isca de carne, Gorgonzola ou Carne seca com abóbora;
  • Escalopes com molhos clássicos (Madeira, chateaubriand, champignons, roti e outros escuros);
  • Cozinha Italiana: Massas recheadas como: Capelletti in Brodo (de frango ou vitela).

 

Curiosidades


Em 1991, o programa americano de televisão, "60 Minutes", levou ao ar uma reportagem comentando sobre o "Paradoxo Francês". Segundo a reportagem, o paradoxo era baseado no fato dos franceses cozinharem com enormes quantidades de gordura (banha e manteiga) e, ao mesmo tempo, terem baixos índices de ocorrência de doenças cardíacas. A explicação dada era o alto consumo de vinho tinto que é rico em "resveratrol", um agente químico que, entre outros benefícios, reduz o colesterol ruim. Imediatamente, o consumo de Merlot aumentou incrivelmente.

Matéria de André Monteiro para a Confraria dos Prazeres.

 

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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O que é um Vinho Vintage?

Você sabe o que Significa Vinho Vintage? 


Algumas pessoas perguntaram-me sobre isso... e eu fui procurar saber mais especificamente e, de todas que li sobre, a melhor explicação e a mais simples, achei no wikipédia.

Claro que cada um tem a sua denominação dentro do conceito que existe... porém, vale a informação para nortear e também não achar que o termo é algo só  do passado, antigo mesmo... dos anos 20 ahaahahaha

Mas vamos lá.

A designação Vintage é a classificação mais alta que pode ser atribuída a um vinho do Porto. 

Considera-se Vintage o vinho do Porto obtido da colheita de um só ano, e é uma denominação atribuída apenas em anos considerados de excepcional qualidade

 Sofrem um envelhecimento em casco por um período máximo de dois anos e meio, sendo posteriormente envelhecidos em garrafa. 

O seu potencial de envelhecimento é enorme sendo por isso recomendável a sua guarda por um período nunca inferior a 3 a 4 anos em garrafa. 

Este vinho deve-se tomar só depois das refeições e pequenas quantidades. Com o envelhecimento em garrafa torna-se suave e elegante, desaparecendo gradualmente a adstringência inicial. Adquire, por isso, um aroma equilibrado, complexo e muito distinto. 

Aos Vintage com alguns anos em garrafa estão associados aromas de torrefação (chocolate, cacau, café, caixa de charutos, etc.), aromas de especiarias (canela, pimenta,...) e, por vezes, aromas frutados


bem legal né? 
então já sabe... 

e se tomar algum vinho do Porto Vintage, nos conte, diga o que achou!! 



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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

FELIZ NATAL!!




À Todos os amigos e seguidores, desejamos uma feliz Natal!! Que a Paz, o Amor e a Fraternidade esteja em cada um de vocês!!

FELIZ NATAL!!!

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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

O valor do vinho

Por que há vinhos baratos e outros que custam fortunas? 

Quais o fatores que influenciam os preços?

Por: Dirceu Vianna Jr 

Ainda que o Château Lafite ainda mantenha o recorde do maior preço pago por uma garrafa de vinho - US$ 156.450,00 por uma garrafa de 1787 dita como pertencente a Thomas Jefferson -, a vasta maioria dos enófilos fica contente em degustar vinhos que custam uma pequena fração desse preço. A disparidade de valores entre um vinho comum e um de alta gama produzido por vinícolas famosas é um dos aspectos do comércio de vinhos que mais fascina os consumidores.
Dois produtores, separados por apenas alguns quilômetros de distância, cultivam as uvas, colhem-nas, pisam-nas, deixam-nas fermentar, pressionam-nas, e, dependendo do estilo do vinho, podem deixá-los envelhecer em barricas de carvalho. Um ano depois, quando ele estão nas prateleiras de uma loja, um pode valer R$ 20 enquanto outro pode custar 100 vezes mais.
Há muitas razões para isso. Questões importantes incluem o terroir, reputação, escassez, classificação, influência dos críticos de vinho, poder da imagem ou marca, endosso por terceiros, custo da matéria-prima, influência das taxas de câmbio, transporte, tributação, margem de lucro e custo dos ativos tanto quanto o custo da atenção aos detalhes necessários para fazer uma bela garrafa de vinho.


Os fatores que influenciam no Preço dos vinhos vão desde os custos de ativos 
e matéria-prima até as avaliações da crítica especializada





Terroir

A primeira peça do quebra-cabeça para tentar entender essa disparidade de preços é o terroir: a influência do lugar em que as uvas são plantadas. Apesar de terroir ser uma palavra francesa, seu conceito se estende por todo o mundo do vinho. Em nível mais básico, é imediatamente evidente que algumas variedades de uvas cultivadas em locais diferentes produzirão vinhos diferentes, mesmo que as uvas sejam tratadas da mesma maneira pela vinícola. Estas diferenças devem-se à variação dos fatores físicos, tais como microclimas e propriedades do solo. Enquanto quase todos reconhecem a existência do "terroir", foram os franceses que adoraram esse conceito com mais entusiasmo. Certamente, vinhos de vinhedos de grande reputação - que têm fama de fazer grandes vinhos onde as variedades das uvas e o meio ambiente são perfeitos - atingem preços muito altos, que algumas vezes não correspondem à qualidade do vinho.


Reputação 
A reputação tem grande influência no mundo do vinho. Nossos sentidos de paladar e olfato são facilmente enganados, ao que parece. Tratamos com muita expectativa garrafas que são supostamente grandiosas. Para os humanos, a informação visual é mais importante do que a informação sensorial, então tendemos a acreditar mais na visão. O falecido professor Peynaud, chefe do departamento de vinhos da Universidade de Bordeaux, argumenta que "degustações às cegas de grandes vinhos são sempre decepcionantes". Isso não quer dizer, contudo, que grandes vinhos nunca merecem suas reputações. Muito dos grandes merecem, ao menos em parte, a reverência que lhes é atribuída. Os vinhos top têm uma reputação que vai além do que há dentro da garrafa. Um bom exemplo seria o Sassicaia, criado em meados do século XX por Mario Incisa della Rocchetta, um marquês do norte do Piemonte. Esse vinho extraordinário foi criado abandonando as variedades tradicionais toscanas em favor de um corte bordalês. O vinho rapidamente ganhou reputação por sua qualidade e, consequentemente, os preços aumentaram. Nesses casos, o consumidor está pagando mais do que simplesmente uma excepcional garrafa de vinho.


Escassez Escassez

Também é uma importante peça do quebra-cabeça. "Grandes" vinhos são sempre feitos em pequenas quantidades, mas há muitos enófilos ricos para quem somente servem os melhores produtos e o resultado é um grande número de pessoas perseguindo relativamente poucos vinhos. Para esses vinhos ditos como sendo os melhores, há uma grande demanda e relativamente pouca oferta, resultando num aumento de preços. Consumidores abastados não costumam procurar por bons custo-benefício; eles geralmente querem os melhores e estão preparados para pagar por isso. Algumas vezes, a escassez está ligada a fatos históricos, classificação ou uma combinação de ambos. O Château La Tour de Segur, atualmente Château Latour, cultivou sua reputação por séculos. Um de seus grandes admiradores foi Thomas Jefferson, o presidente norte-americano de 1801 a 1809, que considerava o château um de seus favoritos.

Peso da crítica

Se Thomas Jefferson, visto como um dos mais importantes críticos de seu tempo, teve efeito no preço dos vinhos, os críticos contemporâneos podem causar ainda mais impacto. O exemplo óbvio é Robert Parker, que tem a capacidade de fazer o preço do vinho subir. Por exemplo, veja o que sua resenha fez com o preço do Penfolds Grange 2004 nos últimos meses.

Apesar do poder da crítica, certas marcas conseguiram criar uma imagem que lhes possibilita ostentar preços mais elevados do que seus concorrentes diretos. O Cloudy Bay vale o quando é cobrado ou é uma questão de força da marca que foi criada ao longo dos anos? A mesma questão pode ser colocada sobre algumas famosas casas de Champagne. Além da imagem e da marca, há exemplos em que o endosso de terceiros e a participação de um consultor têm impacto no preço da garrafa. Helen Turley, Paul Hobbs e Michel Rolland são bons exemplos.


Matéria-prima

No outro extremo da indústria, vinhos do dia-a-dia (entry level), destinados ao consumo imediato, podem variar de preço devido ao custo de matéria-prima - como, aliás, todos os vinhos podem. No entanto, quando as margens são pequenas, poucos detalhes - como tipo e cor do vidro, tipo de fecho, estilo e cor do rótulo, assim como caixas em que o vinho é embalado - têm impacto. Nos mercados competitivos como Holanda ou Alemanha, estes fatores podem ser decisivos na obtenção de um negócio ou não.

Taxas de câmbio

Outro fator decisivo no preço do vinho é a taxa de câmbio. O valor da libra caiu de cerca de 1,5 para quase 1 euro atualmente. Esta é uma das principais razões pela qual as vendas de vinhos francês no Reino Unido sofreram tremendamente em 2009.


Transporte

Transporte também faz parte do custo. Em termos de vinhos finos, o custo do transporte é pequeno em comparação com o valor do produto, e não é uma questão importante. Entretanto, na parte de baixo desta pirâmide, o custo do transporte pode causar um impacto grande, a ponto de tornar o vinho mais ou menos competitivo dependendo de quanto ele viajar. Por exemplo, transportar vinho de Portugal para a Inglaterra pode ser duas vezes mais caro se comparado com os vindos do Vale do Loire, na França.


Tributação, lucro e qualidade

Uma vez que o vinho chega no país de destino, há a questão dos impostos. A tributação pode ser pouca ou inexistir, como no caso de Hong Kong, mas também pode ser extremamente alta em outras partes do mundo, como na Tailândia, onde os impostos podem chegar a 380%. Por exemplo, para uma garrafa cara, o custo do transporte, seguro e impostos causa pouco efeito no preço final. No entanto, para um vinho entry level, esse custo costuma ser mais do que a metade do total de seu preço.
Além da tributação, há as margens de lucro a considerar e elas tendem a variar ao redor do globo. Em mercados maduros, as empresas se consideram sortudas se fizerem 25%, mas, em mercados em desenvolvimento, como o Brasil, não são incomuns margens que alcancem três dígitos.


Na verdade, custa mais para fazer um bom vinho, ou seja, todo o cuidado necessário com o vinhedo, a perda econômica de diminuir o rendimento das vinhas ou plantar variedades de baixo rendimento, ou clones, na busca da qualidade, e o custo de boas novas barricas de carvalho contribui para aumentar os preços. Um produtor que se empenha pela qualidade ao fazer colheita verde, perdendo, por exemplo, 20% da sua produção, tem que compensar sua perda cobrando mais pelo produto final. O mesmo é válido para um produtor de Tokaj, Sauternes ou Trockenbeerenauslese alemão que têm que cobrar mais por um vinho afetado pela Botrytis cinerea, o que tende a resultar em uma perda de rendimento da ordem de 50% ou mais.

Custo dos ativos

Falando sobre diferentes regiões do mundo, há uma variação enorme de custos de ativos. Por exemplo, um hectare de terra no Napa Valley pode custar cerca de US$ 650 mil. Em compensação, um hectare em certas regiões da Espanha podem custar tão pouco quanto 10 mil euros. Os custos dos ativos invariavelmente terão impacto no valor final do produto, portanto esta é uma das razões pelas quais o Cabernet de Napa varia substancialmente de preço em comparação com ao Vin de Pays - tido agora como "Indicação Geográfica Protegida", como a nova legislação determina. Outro exemplo de como o alto preço de ativos influencia no custo pode ser encontrado em Champagne, onde as casas tem que pagar mais de cinco euros por quilo de uva.

Há uma variedade de fatores que influenciam o preço das garrafas que ficam lado a lado nas prateleiras de uma loja. Atualmente, o fator que mais influencia é a simples lei da oferta e procura. A economia global continua frágil e os consumidores estão buscando cada vez vinhos que reflitam o real valor do dinheiro. No topo, as vendas de super-premium ainda estão flutuantes com investidores escavando pechinchas para com propósito de investimento. No extremidade inferior do mercado, apesar de sua natureza competitiva, as vendas estão fortes, pois a maioria dos consumidores está apertando seus cintos e comprando vinhos mais baratos. A parte do mercado que está realmente sofrendo no momento são os produtores vendendo vinhos de qualidade média. Isso representa uma oportunidade para os conhecedores que gostariam de apreciar uma garrafa de vinho Premium sem necessariamente gastar uma pequena fortuna, pois há sinais de que os preços estão caindo. Apesar de o sonho de chegar perto de uma garrafa de Château Lafite 1787 possa ainda estar distante, agora, mais do que nunca, é a hora para o verdadeiro enófilo ir à caça de pechinchas.


Fonte: Revista Adega

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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Vinhos com Rótulos em 3D

Moda dos rótulos 3D chega aos poucos ao mundo do vinho

Empresas de rotulagem estão inovando e rótulos tridimensionais tendem a chamar a atenção do público

rótulo 3d borboleta

O mundo do 3D parece que não vai ficar só restrito ao cinema. Os produtores de vinho cada vez mais vão inovando e a moda dos rótulos tridimensionais aos poucos também vai aparecendo, apesar de a maioria ainda ser adepta do convencional 2D.

Um exemplo é um rótulo de uma garrafa da Côte du Rhône, na França, com borboletas pink e laranjas que voam para fora do rótulo, que foi desenhado pela empresa Autajon, que patenteou os rótulos 3D no ano passado.

Uma empresa rival, Aset Bidoit, também vem investindo nessa tendência, adicionando textura e profundidade ao desenhos, apesar de ainda não oferecer rótulos 3D. “Um rótulo completamente limpo não é mais fashion”, aponta a diretora de marketing da empresa, Christelle Dubois.

“Um rótulo assim pode diferenciar uma empresa”, avalia o diretor comercial da Autajon, Gilles Barrot. “Depois do preço, o rótulo é um importante mecanismo de compra, particularmente nos supermercados, onde 80% das compras de vinho são feitas pelas mulheres, que são mais influenciadas pela beleza dos rótulos”, complementa.


rótulo 3d

Fonte: Revista Adega

 

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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Vinhos e Aromas

Muitos aromas podem ser encontrados nos vinhos brancos e tintos. 

Eles se originam da própria uva, na fermentação e no envelhecimento da bebida. 

Na taça, o desafio é identifica-los. 

A seguir, exemplos dos principais aromas e alguns dos vinhos em que eles são encontrados.

















Amêndoa: Chablis, jerez, Champanhes;

Abacaxi: Sauvignon Blanc, do novo mundo,Chardonnay sem madeira;

Ameixa: Nebbiolo, Malbec, Barbera, Merlot, Cabernet Sauvignon, etc;

Framboesa: Típico em vinhos novos, como Shiraz , Tempranillo, Merlot,
Cabernet Sauvignon e Malbec ;

Banana: Aroma típico da uva Gamay, como os Beaujolais;

Chocolate: Merlot, Grenache;

Hortelã: Em vinhos bem vinificados, com bom álcool e madeira, como Cabernet Sauvignon, 
Malbec, Merlot, Tannat, Syrah, etc.;

Aspargos: Sauvignon Blanc;

Melão: Albariño, Sauvignon Blanc, Pinot Blanc;

Pêssego: Sauvignon Blanc, Riesling, Viognier;

Maça Verde: Riesling, Chardonnay sem madeira, Chenin Blanc;

Manteiga: Chardonnay com madeira;

Cravo: Syrah, Grenache, Cabernet Sauvignon, Madeira, Mourvèdre;

Cereja: Pinot Noir, Sangiovese, Pinotage, Grenache;

Uva-passa: Vinhos de sobremesa em geral, como Sauternes,, Tokay, Amarone;

Cassis: Cabernet Sauvignon, Merlot, Sangiovese;

 Especiarias: Shiraz, Merlot, Cabernet Sauvignon, Torrontes e alguns Nebbiolo especiais

Figo seco: Vinhos doces em geral, Porto;

Coco: Chardonnay, Alfrocheiro, Grenache, Pinot Noir, do novo mundo

Morango: Sangiovese;

Pimentão: Cabernet Sauvignon, principalmente os chilenos;

Limão: Sauvignon Blanc, Riesling, Pinot Gris;

Castanha: Vinhos de sobremesa, bons Chardonnay da Borgonha, Porto.

Torrada: Champanhe safrado;

Pêra: Viognier, Sauvignon Blanc, Chardonnay;

Baunilha: Aroma de vinhos envelhecidos em Madeira, como Chardonnay, 
Malbec, Merlot, Cabernet Sauvignon, etc;

Damasco: Riesling

Nozes: Jerez, vinhos de sobremesa, botritizados;

Canela: Shiraz, Mouvèdre e Pinot Noir, do novo mundo;

Café: Cabernet Sauvignon, Merlot, Tempranillo e demais envelhecidos em madeira;

Azeitona: Albariño e alguns tintos espanhóis envelhecidos em madeira;

Maçã vermelha: Tempranillo




Fonte e texto: adega do vinho



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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

HARMONIZE VINHO E CHOCOLATE


Sabores e prazeres...

Que tal aprender a combinar o vinho certo com um bom chocolate e surpreender seus convidados na hora da sobremesa? O resultado no paladar é uma experiência refinada e sabores elegantes. Apesar de a harmonização de vinhos e chocolates ser uma das mais difíceis até mesmo para sommeliers experientes, separamos algumas dicas infalíveis.

 

 

Você sabe o que é harmonização?


Primeiro, é preciso entender que a harmonização consiste na escolha minuciosa do vinho (ou outra bebida) levando em consideração as características do alimento, como acidez, untuosidade (percentual de gordura) e doçura. O objetivo é “casar” os dois e evitar que um se sobreponha ao outro. Basicamente, existem dois tipos de harmonização: por similaridade (vinho doce com sobremesa) ou por contraposição (queijo com mofo azul, salgado, com vinhos doce).

Parece fácil, mas a dificuldade de combinar vinhos e chocolates ocorre devido ao fato de além de ser doce, ele possuir um alto percentual de gordura. A harmonização que sugerimos é a mais clássica: chocolates com mais de 60% de cacau (meio amargo), com vinhos fortificados (que possuem um percentual de álcool maior devido à adição de aguardente de uva). Nessa categoria, estão os vinhos do Porto, produzidos na região norte de Portugal, e os Jerez (ou Xerez), do sul da Espanha.

Além do teor elevado de álcool, o tempo que eles passam amadurecendo em barris de carvalho, faz com esses vinhos tenham aromas próximos aos de castanhas, nozes ou amêndoas, que vão combinar por similaridade com o chocolate. “Casar” aromas parecidos também é fundamental na harmonização.
 

Como degustar?


O ritual de saborear vinhos e chocolates, começa levando um pedaço à boca. Quando o chocolate derrete e começar a escorregar pela garganta, tomamos um gole de vinho, que finaliza e engrandece o deleite. A combinação do vinho certo com um chocolate de qualidade gera uma experiência única ao paladar.

Indico três vinhos para vc começar:

Vinho do Porto Don José


Vinho Espanhol Pata Negra Oro


Vinho Argentino Alfredo Roca Malbec

Fonte e texto: www.sofisticados.com.br

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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Promoção de KIT JAMÓN - Presunto Espanhol Especial

Promoção Especial Especial de Jamón especial confira!!



Criado especialmente para presentear e degustar com familiares e amigos.
Os produtos do Grupo Josep Llorens chegam ao Brasil diretamente da ´Sierra de Girona´ depois de terem sido cuidadosamente selecionados por mãos especializadas e embalados a vácuo para garantir seu aroma e sabor único, resultado de um clima privilegiado.

Acompanha a pedra de mármore e a faça para corte!

http://www.deusdovinho.com/kit-jamon-espanhol.html


Confira em nosso site!


Preço Válido até o dia 09/12/2013 ou término do estoque!





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