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quarta-feira, 18 de junho de 2014

Uva Pinot Noir, A Rainha das Uvas Tintas


De Borgonha para o Mundo - PINOT NOIR



A pinot noir é uma uva tinta da família das Vitis vinifera, originária da França.
É a grande uva da região da Borgonha, sudoeste da França, com a qual são produzidos vinhos bastante admirados em todo o mundo entre os quais o Romanée-Conti, Volnay, Clos de Vougeot e outros tantos Ggrands Crus. São em geral bastante complexos com aromas intensos e que evoluem muito bem com o passar dos anos.

Ela também é cultivada região da Champagne,  França, e faz parte do "corte" (mistura com outras variedades) que irá resultar no champanhe propriamente dito.

É uma uva de difícil cultivo, mas que se adaptou muito bem à Itália, ao Chile, à Nova Zelândia e à África do Sul, além da Borgonha. 
Considerada como a uva que produz os vinhos mais elegantes do mundo, sem deixar de mencionar que desta uva provém os vinhos com borbulhas mais interessantes do mundo todo, os Champagnes.

Esta uva tem uma grande diferenciação com as outras tintas nobres: ela não pode ser misturada com outras uvas (exceto nos Champagnes) tintas, já que, como a sua maior virtude é sua sutileza, fazendo parte de um blend ficam ocultadas atrás da opulência e potência das outras uvas tintas.

Ela é considerada a uva “branca” dentro das tintas, e, deste ponto de vista, ela sempre está no extremo da macies e é o contraponto da uva Cabernet Sauvignon.

Ao servi-la, ela se expressa melhor em baixas temperaturas e quando se trata de Pinot Noir frutados, varietais (sem madeira) e simples, muitas vezes devem ser servidas à mesma temperatura que alguns vinhos brancos, ou seja, em torno dos 12°C – o que comparada com a Cabernet Sauvignon, que é servida na faixa dos 17°C ou 18°C, é uma diferença muito marcante.

Em termos climáticos, a Pinot Noir necessita, obrigatoriamente, de climas frios e secos, já que sua pele é muito fina e é altamente sensível às enfermidades provocadas pela umidade (como, por exemplo, a Botrytis Cinerea), razão pela qual tem sido muito difícil sua adaptação às outras regiões fora de seu berço, que é a maravilhosa Bourgogne.

Quando plantada em climas calorosos, seus vinhos são muito desequilibrados e falhos de acidez e seus aromas e sabores são extremamente maduros, lembrando a marmelada, o que, no caso desta uva, é considerado um fator negativo.

Uma característica importante da uva Pinot Noir é que ela tem uma mínima concentração de antocianinas (pigmento/cor) nas células da sua pele, portanto seus vinhos sempre têm um aspecto visual claro e algumas vezes quase rosado, o que por outro lado ajuda na sua característica e fama de produzir os vinhos mais sedosos e suaves do mundo – isto se deve aos seus taninos de textura muito aveludada, muito delicados.

Fora da Bourgogne, a Pinot Noir tem conseguido excelentes resultados nos Estados Unidos, onde Napa e Sonoma (em Califórnia) e Oregon são as regiões que mais se destacam.

Em Nova Zelândia podem também se encontrar vinhos elaborados com uva Pinot Noir de altíssimo nível, principalmente os que provêm de Malborough, região vitivinícola localizada na parte norte da ilha do sul.


No caso da América do Sul, o Chile é o país que tem demonstrado o maior avanço qualitativo com esta uva, e que tem ganhado grande destaque na última década. Isto principalmente devido à procura de climas mais frescos com influência marítima, o que favorece ao crescimento e à qualidade dos vinhos desta uva. Casablanca, localizada na metade do caminho entre Santiago e Valparaiso, é uma região já consagrada e com mais de uma dezena de produtores que têm tido muito sucesso com esta uva.

Já algo mais perto do oceano pacífico, na região de Sant Antonio, se encontra alguns dos Pinot Noir de maior qualidade deste país, o que se diferencia por seu caráter extremamente fresco e mineral.

A mais recente região localizada a 400 quilômetros ao norte de Santiago, o Valle de Limarí, está também se destacando como um lugar muito interessante para a produção de grandes Pinot Noir.

A Argentina mesmo já tem se destacado com vinhos elaborados com esta uva e, embora que Mendoza seja considerada sua região emblemática já consolidada no mundo e amplamente conhecida pela Malbec, não tenha um clima apropriado para a produção desta uva (que gosta do frio). Os resultados na região do Rio Negro, na Patagônia Argentina, também são muito alentadores.

No Brasil, os produtores e vinícolas locais também têm manifestado certo interesse por esta variedade, e embora que todos concordem, nas dificuldades e alto custo de investimento em investigações, os resultados obtidos até agora no Rio Grande do Sul e na Serra Catarinense sugerem um futuro promissor.

Borgonha
O berço da Pinot Noir é a maravilhosa Borgonha. Esta província localizada a sudeste de Paris tem como principal região na produção de vinhos a Côte D'Or (encosta dourada), dividida entre Côte de Beaune, sul da principal cidade da Região Beaune, e a Côte de Nuits, ao norte. A primeira produz, além de tintos fantásticos, os melhores vinhos bancos do planeta, todos a partir da Chardonnay. Ainda na região, a Côte Chalonnaise, localizada ao sul Beaune, produz excelentes vinhos.


As evidências nos dizem que a Pinot Noir é cultivada na Borgonha há mais de dois milênios - registros dessa uva datam do século IV a.C. Existem alguns indícios do seu cultivo desde o século IV d.C., mas oficialmente seu primeiro registro data do ano 1375. Vinte anos depois, um fato importante: Felipe O Atrevido, Duque da Borgonha, emitiu um documento que proibia o plantio da inferior Gamay na Côte D'Or a favor da Pinot Noir.

Europa
Há uma boa oferta de bons Pinot Noir por vários países da Europa. Na Itália, por exemplo, os melhores são da região da Úmbria. Encontramos algumas boas garrafas também na Toscana. Na Espanha é difícil achar alguma coisa. O que temos hoje são alguns experimentos. O mesmo está acontecendo em Portugal, que já produz considerável quantidade dessa uva, porém, com mais ênfase de uso em cortes.

A Alemanha, com uma quantidade restrita de vinhos tintos, tem na Pinot Noir uma de suas principais uvas, mas ainda sem a expressão necessária, principalmente se comparado com a excelente qualidade dos brancos. A vizinha Áustria, um fenômeno nos vinhos doces e muito bem postados em brancos secos, vem despontando com excelentes fermentados a partir da Pinot Noir. Os exemplares de Kamptal são excelentes e melhoram a cada dia.

A Suíça - principalmente nos Cantões de língua francesa, Valais e Vaud - produz em larga escala Pinot Noir de bom custo/beneficio, porém, de média complexidade se comparados com exemplares do resto do mundo. No Cantão de Neuchâtel, podemos encontrar bons tintos com essa nobre uva da Borgonha. Outros vários países da Europa produzem vinhos de Pinot Noir, mas, de uma maneira geral, sem destaques e com uma presença incipiente no Brasil.




Lucas Bolívar
Sócio Proprietário - Armazém Deus do Vinho

ADV - Armazém Deus do Vinho 

www.deusdovinho.com


Tel: 11-2017-5317

E-mail: vinhos@deusdovinho.com

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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Vinhos e Cafés uma Relação de Prazer

CAFÉ E VINHO

Quase ninguém começa o seu dia sem uma bela xícara de café... não importa se é um simples expresso.. ou aquele capuccino bem sofisticado... e o mais legal é que as pessoas estão começando a apreciar o vinho de uma forma diferenciada e mais constante!

Tem um ditado bacana que fala: Tome decisões com água e Celebre com vinho. Eu diria mais.. tome decisões com Café... e comemore com Vinho.

O texto abaixo é do blog gastronomia descomplicada...


Resolvi republicar aqui sem alterar nada porque achei bem interessante e muito do que penso está expresso aí.. espero que gostem e possam também opinar.

A relação entre vinho e café pode ter começado a milhares de anos. Mas os dois produtos traçaram caminhos diferentes no mundo, principalmente com relação às suas complexidades. Entretanto, os dois andam lado a lado quando falamos em aroma, sabor e cuidados durante o processo de produção.

O vinho criou uma cultura de apreciação importante e cativou amantes há décadas. O café, por sua vez, vem atualmente formando esse hábito e têm conseguido acompanhar o caminho do primeiro. Por fazerem parte de mercados de produtos diferenciados, ambos têm similaridades e podem ser comparados relativamente ao status de consumo. O mundo do vinho permite, com frequência, comparações entre safras de diferentes regiões produtoras, entre uvas de espécies distintas e tecnologias de vinificação. Cada tipo de vinho possui seu momento apropriado para degustação.

Com o café não é diferente. O preparo que será dado ao café e a última etapa pela qual passa o produto influenciam fortemente na qualidade final na xícara, além, é claro, do beneficiamento e da torra do grão.

As vinícolas têm receitas milenares de cultivo que, aliadas aos diferentes microclimas das regiões onde são cultivadas e ao cuidado de cada produtor com o solo e a vinha, conferem às bebidas notas altas. A junção desses fatores é denominada terroir e influencia no resultado final do vinho produzido. Assim como a uva cultivada e as variedades, que passam por diferentes processos de vinificação, o café tem algumas espécies comercializadas e variedades distintas.

No entanto, é possível estabelecer uma relação direta entre os processos pelos quais passam os dois produtos. O fruto do café, conhecido como cereja quando maduro, deve ser colhido na sua maturação plena, assim como a uva na videira. Outras etapas importantes do vinho e do café são a fermentação e a torra, respectivamente. Estas fases determinam a qualidade e o tipo de bebida ou grão que chega ao consumidor.
O processo de fermentação do vinho é complexo, com diversas nuances entre os tipos de bebidas a serem preparadas. No geral, é um fenômeno natural no qual o açúcar contido nas uvas se transforma em álcool sob a ação de leveduras. Simultaneamente ocorrem outras reações químicas que, ao final do processo, resultam no vinho que conhecemos. O tempo de fermentação, a forma como toda a vinificação é realizada e o armazenamento para envelhecer ou seguir para o engarrafamento determinam a qualidade, o aroma e o sabor do produto.


O mesmo acontece com o café no processo de torra, que ocorre respeitando as características do grão beneficiado, o tipo de preparo que ele irá receber e as possíveis diferenças de paladar e gosto do consumidor do produto. O mesmo grão torrado de maneiras diversas, nível do claro ao escuro, resulta em uma bebida completamente distinta que pode acentuar as qualidades ou mascarar defeitos dos grãos. Do lado positivo podem-se notar nuances cítricas, florais e doces ou negativas, como amargor e adstringência, por conta de um beneficiamento incorreto ao longo do processo ou de uma torra muita escura.

O sommelier, conhecedor da arte para harmonizar o vinho, indicará a melhor temperatura para cada tipo de bebida. Há também o cuidado com a taça escolhida, que deve ser preferencialmente lisa, incolor, com pé alto e diâmetro de boca menor que o do corpo, o que facilita a análise olfativa.

O café não chega pronto ao consumidor, esta a grande diferença entre ele e o vinho. Para prepará-lo corretamente é necessária a participação do barista, profissional que há poucos anos começou a ter sua importância reconhecida no mercado de cafés de qualidade. O barista carrega a responsabilidade de entregar ao apreciador um café bem tirado, que destaque todas as nuances que o grão apresentou durante o processo de produção.

A última etapa da cadeia cafeeira está nas mãos deste profissional, que irá realizar a moagem adequada do grão para o tipo de preparo. No filtro ela é fina, na french press e na cafeteira italiana deve ser grossa e para o expresso, média. A quantidade de pó para a proporção e temperatura ideais da água, a regulagem do acessório ou maquinário utilizado e o tempo de contato da água com o pó são pontos importantes para os quais o barista deve atentar, além da escolha da xícara de formato correto e sua temperatura.


Lucas Bolívar
Sócio Proprietário - Armazém Deus do Vinho

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domingo, 1 de junho de 2014

Os Países e Suas Uvas Principais



A Uva de Cada País.
 A Maioria das pessoas tem certa dificuldade de entender o porque de cada País ter uma “casta” (uva) para sua principal produção de vinhos. independentemente de outras uvas e outros tipos de vinhos.
Quando se compra um vinho, no Rótulo, tem lá o nome do vinho... Produtor... Se ele é reservado, reserva ou apenas um vinho varietal, ou ainda outras situações... 
Rótulo do Vinho
Mas existe ali a informação da uva utilizada para a elaboração, aliás, é o fator mais importante. Porque o vinho foi feito a partir daquela uva ou, até com a combinação de duas ou três uvas... Até quatro uvas quem sabe...
Porém, o Vinho assume sempre como uva principal a uva que, em sua elaboração, passa de 85% da utilização.
Existem milhares de uvas para a produção dos vinhos e dependendo do terroir, que significa, segundo o guia Larrousse "a relação mais íntima entre o solo e o micro-clima particular, que concebe o nascimento de um tipo de uva, que expressa livremente sua qualidade, tipicidade e identidade em um grande vinho, sem que ninguém consiga explicar o porquê."
Cada país tem um terroir específico e por isso certas uvas se desenvolvem melhor e produzem bons vinhos em um país e em outro o mesmo não acontece.
Por exemplo, a mais comum, a Uva Cabernet Sauvignon, ela é tão intensa no Chile e na Argentina que é do lado, não consegue a mesma a mesma intensidade, salvo safra específica ou mesmo uma produção limitada. 
Não que seja ruim o Cabernet Sauvignon Argentino, alías existem excelentes vinhos produzidos lá com base nesse tipo de uva. Só que no Chile ela é marcante.
 
Cada país tem uma uva ícone, vamos assim dizer, mas, por exemplo, não é porque a uva ícone do Chile é a Cabernet Sauvignon, que as outras uvas são descartadas, pelo contrário, no caso do Chile, a Merlot e a Carmenére (que, aliás, é a minha favorita) foi onde ela melhor se deu, mas os melhores vinhos chilenos são os Cabernets, entenderam???

Segue abaixo uma listinha simples com os principais países produtores e suas uvas:

 
NOVO MUNDO
  • Argentina: Malbec
  • Brasil: Merlot
  • Chile: Cabernet Sauvignon
  • Uruguai: Tannat
  • Nova Zelândia: Sauvignon Blanc (branca) e Shiraz
  • Australia - Shiraz
  • Africa do Sul – Pinotage ( Pinot + Hermitage)
  • EUA - Zinfanel é a mais típica, mas possui ótimos Cabernets Sauvignons, Chardonnays e Pinot Noirs

VELHO MUNDO

  • Portugal - são 2: Touriga nacional e Touriga franca
  • França - Regiões:
    • Rhone – Shiraz
    • Boudeaux - Cabernet Sauvingnon e Merlot(aliás a Merlot é de origem Francesa)
    • Borgonha - Pinot Noir e Chardonnay (branca)
  • Espanha: Tempranillo
  • Alemanha: Riesling
  • Itália: Regiões:


    • Piemonte: várias – Nebiolo(produz o Barolo), Barbera e Dolcetto
    • Toscana – Sangiovese

É isso...

Fique atendo ao comprar seu próximo vinho e observe no rótulo qual uva ele se refere.

Espero ter ajudado esclarecer um pouco sobre isso... e não deixe de experimentar outros tipos de vinhos produzidos com castas diferentes da principal daquele determinado País... 

Seja ousado... conheça mais... O mundo do vinho te possibilita isso, fugir do convencional... Afinal o paladar de cada um é que determina seu gosto por esse ou aquele vinho.

Ouse!

fonte de pesquisa: sil-vinhas


Lucas Bolívar
Sócio Proprietário - Armazém Deus do Vinho

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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Novas EMBALAGENS Para VINHOS

Duas empresas apostam em novas embalagens para vinhos

A bebida deixa a tradicional garrafa de vidro para abrigar-se em embalagens do tipo sachê, mas os fabricantes garantem que o sabor é preservado.

 (foto: Divulgação)


Duas empresas americanas decidiram criar novas embalagens para vinhos premium. A bebida deixa a tradicional garrafa de vidro para abrigar-se em embalagens do tipo sachê, que mais parecem refil de sabonete líquido. Será que vai dar certo?

Sediada na Califórnia, a Nuvino colocou no mercado quatro vinhos em embalagens especialmente desenhadas para esse tipo de bebida. Segundo a companhia, o sabor nesse novo envase é completamente preservado. Entre as opções estão um Chardonnay da África do Sul, um Sauvignon Blanc do Chile, uma mistura de uvas vermelhas da Austrália e um Malbec da Argentina.

Cada embalagem contém 187 mililitros de vinho – a quantidade de uma taça, aproximadamente – e vem com a facilidade de dispensar o uso do saca-rolhas.
A outra companhia investindo nesse tipo de embalagem para vinhos é a Spotwine, de Connecticut. A variedade oferecida pela empresa é uma mistura de uvas brancas da Califórnia. De acordo com a Spotwine, o recipiente de plástico permite gelar a bebida mais rapidamente.

Fonte: revistas PEGN


Comentário do Blog.

Essa novidades devem demorar muito tempo para digamos... "pegarem"... primeiro por conta da tradição, e isso não se muda assim.
Talvez novos vinhos com novas características e com foco diferenciado pode ter maior sucesso.

É gostoso pegar nas mãos uma garrafa de vinho... abrir ... no melhor estilo saca-rolhas... 

Porém pode ter sucesso se voltado para o vinho jovem de consumo imediato... em baladas.. praias.. festas.. precisa fazer um belo marketing... e focar em algum nicho que não bata de frente com a tradição.

Eu, particularmente gostei da ideia... mas não vou dispensar uma boa garrafa de vinho.

o que vcs acharam?


Lucas Bolívar
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